segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Jornada Mundial da Juventude

JMJ: Um sonho do coração de Deus     Tudo começou com um encontro promovido pelo Papa João Paulo II em 1984.  Foi um encontro de amor, sonhado por Deus e abraçado pelos jovens. Vozes que
precisavam ser ouvidas e um coração pronto para acolhê-las. A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como foi denominada a partir de 1985,  continua a mostrar ao mundo o testemunho de uma fé viva, transformadora e a mostrar o rosto de Cristo em cada jovem. Cerca de 300 mil jovens estiveram unidos ao Santo Padre na Praça de São Pedro, no Vaticano,  em 1984, quando ele entregou aos jovens a Cruz da Jornada. E os encontros continuaram:  novamente em Roma, (1986 – Diocesana), em Buenos Aires (Argentina – 1987), em Santiago  de Compostela (Espanha – 1989), em Czestochowa (Polônia – 1991), em Denver  (Estados Unidos – 1993), em Manila (Filipinas – 1995), em Paris (França -1997), em Roma  (Itália – 2000), em Toronto (Canadá – 2002). Com Bento XVI em Colônia (Alemanha – 2005),  em Sidney (Austrália – 2008) e em Madri (Espanha – 2011). As cidades que sediam uma Jornada ganham, de verdade, um ‘colorido’ diferente. São centenas de nacionalidades misturadas e integradas. Coisas que são consideradas empecilhos em outras situações como o desconhecimento da língua e a diversidade cultural tornam-se atrativos em uma JMJ. Além do fato de estar em outro país, com seus encantos turísticos, a participação na Jornada requer um corpo preparado para a peregrinação e um coração aberto para as maravilhas que Deus tem reservado para cada um. São catequeses, testemunhos, partilhas, exemplos de amor ao próximo e à Igreja, festivais de música e atividades culturais. Enfim, um encontro de corações que crêem, movidos pela mesma esperança de que a fraternidade na diversidade é possível.
História da jornada

Conheça as Jornadas Mundiais da Juventude

Em 1984 foi celebrado na Praça São Pedro, no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II, por ocasião do Ano Santo da Redenção. Na ocasião, o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada.
O ano de 1985 foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude. Todos os anos ela acontece em âmbito diocesano, celebrada no Domingo de Ramos e, com intervalos que podem variar entre dois e três anos, são feitos os grandes encontros internacionais. Veja onde e quando aconteceram a primeira JMJ e as edições em nível internacional:

1986

A primeira Jornada Mundial da Juventude, realizada em Roma em 1986, teve como lema "Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês"(1Pd 3, 15). A celebração aconteceu em âmbito diocesano.

1989

A quarta Jornada Mundial da Juventude se deu em 1989, em Santiago de Compostela,na Espanha, com o lema: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14,6).

1993

A 8ª JMJ foi realizada em Denver, nos Estados Unidos, em 1993, sob o lema “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10,10).

1997

Paris, na França, recebeu a 12ª Jornada Mundial da Juventude em 1997 com o lema “Mestre, onde moras? Vinde e vereis" (Jo 1,38-39).

2002

A 17ª Jornada Mundial da Juventude, em 2002, foi realizada em Toronto, no Canadá, com o lema “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,13-14). Foi a última Jornada com a presença do Papa João Paulo II.

2008

"Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas" (Atos 1, 8) foi o lema da JMJ da Austrália, em 2008. Na cidade de Sydney milhares de jovens cruzaram os continentes para participar da 23ª terceira edição da Jornada.

1987

A JMJ seguinte, em 1987, o primeiro dos encontros fora de Roma ocorreu em Buenos Aires, na Argentina, com o lema “Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele.” (1 Jo 4, 16). Na ocasião, um milhão de pessoas participaram do evento.

1991

Em 1991, foi a vez da Polônia, terra natal de João Paulo II. Foi a primeira reunião dele com milhares de jovens em um país do Leste Europeu. A 6ª JMJ aconteceu em Czestochowa, com o lema “Vocês receberam o Espírito que os adota como filhos" (Rm 8,15).

1995

A maior jornada realizada até hoje, em número de participantes, cerca de quatro milhões, aconteceu em Manila, nas Filipinas em 1995, com o lema “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio"(Jo 20,21).

2000

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14) foi o lema da grande Jornada de 2000, o ano do Jubileu da Juventude. A 15ª JMJ aconteceu em Roma, na Itália e reuniu quase três milhões de jovens.

2005

No ano de 2005 a juventude acolheu de braços abertos a primeira jornada conduzida pelo Papa Bento XVI, realizada em sua terra natal, a Alemanha. Colônia foi a cidade sede da 20ª JMJ que teve como lema "Viemos adorá-lo" (Mt 2, 2) e recebeu aproximadamente um milhão e meio de peregrinos.

2011

Em agosto de 2011 cerca de dois milhões de jovens se reuniram para a 26ª Jornada Mundial da Juventude, realizada em Madri, na Espanha, com o lema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2, 7).

Lema da Jornada

Ide e fazei discípulos entre todas as nações! “A Jornada Mundial da Juventude em Madrid renovou nos jovens o chamado a serem o fermento que faz a massa crescer, levando ao mundo a esperança que nasce da fé. Sede generosos ao dar um testemunho de vida cristã, especialmente em vista da próxima Jornada no Rio de Janeiro”.  Essa convocação foi feita pelo Papa Bento XVI no anúncio do lema da Jornada Mundial da Juventude Rio2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), durante a audiência geral no dia 24 de agosto.  Na ocasião a catequese foi dedicada a JMJ 2011, que havia terminado no dia 21 do mesmo mês. Bento XVI recordou com carinho a participação e a alegria dos cerca de dois milhões de jovens em Madrid, ao que ele chamou de “uma formidável experiência de fraternidade, de encontro com o Senhor, de partilha e de crescimento na fé: uma verdadeira cascata de luz.” Por isso é tão importante que os jovens do Brasil e do mundo assumam desde agora esse chamado à missão e participem da Jornada como testemunhas vivas do Cristo.  Para o padre Geraldo Dondici Vieira, diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, esse é um lema para ser guardado no coração, refletido e meditado. “Esse tema, de fazer discípulos, de chamar outros discípulos para a comunhão e o convívio com o Senhor, é o tema mais querido do Evangelho de Mateus. Esse mandato, essa missão já está anunciada em todo o Evangelho. E, na verdade, só faz discípulo quem já é discípulo, quem convive com o Senhor”, afirmou o sacerdote. Padre Dondici ressalta que esse testemunho e o próprio anúncio do Cristo, são grandes desafios pra juventude, que vive em um mundo plural, com milhares de informações, seja através das escolas, lazer, internet, especialmente no contato com as redes sociais, como o facebook, twitter: “Com essas mil participações, ele, jovem discípulo, é chamado a plantar no coração de quem ele encontrar, com quem ele se comunicar, o desejo de ser discípulo de Jesus”.  “O que ganha o discípulo de Jesus? Ganha a pertença ao reino, ganha a certeza do amor de Deus, ganha a certeza de ser para os outros sinal de misericórdia e de amor. Ganha o levar e doar a paz do Senhor. São esses frutos e dons que o mundo muito precisa. O perdão, a misericórdia, a paz é que irão diminuir na sociedade, no mundo de hoje, a violência, a guerra, a corrupção, a maldade, tudo aquilo que tira a possibilidade do jovem crescer e colocar toda a sua riqueza e vitalidade a serviço da humanidade”, afirmou.  No mandato final do texto de Mateus – “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” –, explicou o padre, está um grande sonho antropológico de todos, de que o contato com o Senhor, a amizade com Ele, desperte o que cada um tem de melhor em si mesmo.  “Vivemos em um mundo onde há muitos desperdícios, perdas humanas, por falta de chance. O convívio com o Senhor desperta o que temos de melhor. O anúncio ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’ é um anúncio para a vida toda. Em nenhum momento podemos fazer um intervalo dele, porque ele supõe que aquele que é amigo do Senhor, pela sua vida, pelo seu estar no mundo, comunique aos outros a luz, a beleza e a alegria de ser discípulo do Senhor. Essa é a missão que a nossa Igreja precisa. Muitas vezes estamos paralisados e perplexos diante de um mundo que avança meio loucamente, e nesse mundo nós temos a presença do Senhor que nos escolheu, que escolheu o jovem para ser sinal do amor e da alegria Dele no mundo”, concluiu.

Símbolos da JMJ     A Cruz A cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, e muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo. A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude, foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço, em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção” (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004). Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Desde 1984, a cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994, a cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do país sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.

O ícone de Nossa Senhora Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a cruz da JMJ: o ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no Ocidente, Santa Maria Maior. “Hoje eu confio a vocês... o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003).

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