CURSOS _____ CURSO DE CORTE E COSTURA


                                              CURSO DE CORTE E COSTURA

O que você irá aprender:curso costura
  • Preparação do Tecido
  • Estrutura dos Tecidos
  • Dicas  para compra de Tecidos
  • Como reconhecer o Avesso e o Direito do Tecido
  • Como Trabalhar com Tecidos Delicados, com Pêlos, Lisos e Transparentes, com Elastano, com Fios metálicos e Rendas
  • Relação de Tecido, Agulha, Linha e Ponto
  • Sobre o Risco e o Corte
  • Sobre o Passar do Ferro
  • Acabamentos Finos Manuais
  • Acabamentos Finos a Máquina
  • Princípios de Composição do Vestuário
  • Etiqueta no Vestir
  • Como reconhecer e adequar tipo de Silhueta


REVISADO POR : João Andrade



contato: jfandrade1@live.com

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1. TECIDOS
conhecimento do tecido é importante quando se vai montar uma peça. Use o conhecimento é adquirido  na disciplina de Tecnologia Têxtil para escolher o melhor tecido para seus trabalhos. Não se esqueça de olhar a composição e anota-la na ficha técnica.
Urdume: fio vertical, paralelo á ourela, possui menos elasticidade. A roupa cortada no sentido do urdume é dita “cortada no fio”. Este sentido dá à roupa um aspecto menos volumoso.
Trama: sentido horizontal, perpendicular à ourela, possui mais elasticidade. Raramente se corta uma roupa na trama, com exceção dos tecidos que possuem barra neste sentido.
Viés: sentido diagonal em relação à ourela possui mais elasticidade que a trama. Uma peça cortada no sentido do viés tem o caimento mais suave.
Curso de corte e costura
PREPARAÇÃO DO TECIDO
Quando compramos um tecido geralmente os vendedores rasgam o mesmo puxando por uma das pontas e isso faz com que as beiradas fiquem desiguais, sendo preciso acertá-las.
  1. Corte a ourela com a tesoura;
  2. Puxe um fio do tecido;
  3. Corte cuidadosamente ao longo do fio puxado até atingir a outra ourela.
O tecido também pode ter sofrido alguma distorção na fábrica, de modo que a trama e o urdume não estejam perfeitamente perpendiculares. Neste caso, é preciso fazer o alinhamento dos fios.
  1. Coloque o tecido sobre uma superfície plana e dobre, juntando as ourelas. Se o tecido ficar enrugado, precisa ser acertado seguindo os passos seguintes.
  2. Puxe o tecido no viés em todo o seu comprimento, até que fique alinhado;
  3. Passe a ferro o tecido antes de cortar.

É muito importante tomar todos estes cuidados para corrigir as distorções do tecido antes de cortá-lo, porém, devemos ter conhecimento de que nem sempre é possível fazer tais correções. Alguns tecidos como os que possuem acabamento à prova d’água, vinco permanente ou forro colado, não permitem que seja feito este realinhamento da trama. No caso de tecidos que têm a tendência para encolher ou quando se tem a intenção de fazer uma peça com dois ou mais tecidos diferentes, é aconselhável molhar estes tecidos e deixá-los secar à sombra antes de cortar. Quando o tecido estiver muito enrugado é importante passar a ferro, para que não ocorra qualquer alteração do molde.


ESTRUTURA DOS TECIDOS
Todos os tecidos de tear são produzidos pelo entrelaçamento de dois tipos de fios: os da teia (dispostos no sentido do comprimento) e os da trama (no sentido da largura). Os fios da teia são dispostos perpendicularmente aos da trama. A estrutura do tecido pode ser modificada alterando o padrão de entrecruzamento da teia e da trama. Existem três tipos fundamentais de estruturas – tafetá, sarja e cetim -, sendo o restante, em sua maioria, variantes destes três tipos, com exceção da estrutura Jacquard.
Devido à sua estrutura ou ao seu acabamento, os tecidos mais finos e delicados exigemcuidados especiais. O conhecimento das características destes tecidos é importante para determinar o modelo, o tipo de acabamento e os equipamentos e utensílios adequados.


Conhecer as principais estruturas dos tecidos é de grande utilidade para que você saiba identificar um tecido, mesmo que não haja nenhuma informação mais específica na etiqueta de fábrica, pois nomes dados aos tecidos variam muito de fabricante para fabricante. Saber qual a estrutura do tecido pode ser de grande utilidade para decidir a sua utilização, o seu manuseio e que tipos de acabamentos poderão ser feitos na peça a ser confeccionada.
Estrutura tafetá: esta é a estrutura mais simples, onde os fios da trama passam alternadamente sobre e sob os fios da teia. A tenacidade varia em função da resistência dos fios e da compacidade da sua estrutura. Exemplos: tafetá, musselina, voile, percal.
Estrutura sarja:  é uma das estruturas fundamentais em que o fio da trama passa no mínimo sobre dois fios da teia e no máximo sobre quatro.Em cada nova passagem a trama avança uma unidade para a direita ou para a esquerda, formando uma estria em diagonal. Exemplos: sarja, gabardine, danine.
Estrutura cetim: cada fio da teia passa sobre quatro a oito fios da trama, numa disposição em zig-zag. Exemplos: cetim, peau de soie, sablé.
Estrutura jacquard:  esta estrutura é conseguida por meio de uma mecânica   Jacquard, que controla separadamente os fios da teia e da trama de modo a formar desenhos elaborados na superfície do tecido. Exemplos:damasco, brocado, tecidos para decoração.
Estrutura com pêlo: obtém-se acrescentando um fio de trama a uma estrutura de tafetá ou sarja. Este fio surge então no meio do tecido sob a forma de laçadas, que podem ser cortadas ou aparadas. Exemplos: veludo, pelúcia, imitação de peles.
Estrutura de brocado: nesta estrutura, um fio da trama forma um desenho sobre a superfície da estrutura de base. Este fio segue pelo avesso, de um desenho para o outro, sendo cortado no final da tecelagem. Exemplo: cambraia suíça.
Enredamento: esta estrutura forma nós nos pontos em que os fios se interceptam, formando uma teia. É a estrutura encontrada nas rendas em geral. Exemplos: tule, filó, parte em rede das rendas.
Estrutura cesto: variante da estrutura tafetá. Nesta estrutura cruzam-se fios duplos ou múltiplos, os quais são colocados lado a lado sem que sejam submetidos à torção. É uma estrutura menos firme e menos durável que a estrutura tafetá.
Estrutura Gaze: nesta estrutura os fios da teia alternam-se na sua posição, tomando a forma de um oito em torno dos fios da trama.


COMPRA DO TECIDO
Ao comprar um tecido verifique os critérios abaixo:
  • Estrutura: deve ser firme, sem fios soltos ou rompidos, de uma espessura uniforme.
  • Fios: os fios da trama devem ser perpendiculares às ourelas. Caso contrário, o tecido está desalinhado.
  • Cor: deve ser uniforme e firme. No caso de tecido estampado, verifique se há falhas na estampa.
  • Sempre ao comprar um tecido, verifique a sua composição para saber como manuseá-lo durante a confecção da peça e como passar e lavar a peça já pronta. De preferência, anote a composição do mesmo na hora da compra.
COMO RECONHECER O AVESSO E O DIREITO DO TECIDO
Sempre devemos identificar o direito do tecido antes de cortar uma peça, pois o risco deve ser feito sempre pelo avesso. Nos tecidos que são enrolados em peça ou tubos, o direito está sempre para dentro e você deve observar isso quando estiver comprando. Outras formas de identificação são:
  • Os tecidos macios são mais brilhantes do lado direito;
  • Nos tecidos com textura, esta apresenta mais definição do lado direito e no lado avesso pode-se observar irregularidades como bolinhas ou linhas soltas;
  • Tecidos com textura no estilo brocado são mais macios do lado direito e tem fios levantados do lado avesso;
  • Nos tecidos estampados as cores são mais vivas do lado direito;
  • Geralmente a ourela dos tecidos é mais macia do lado direito;
  • Muitas malhas quando esticadas, enrolam as suas bordas para o lado direito;
  • Existem tecidos que o lado direito e o avesso são muito semelhantes, neste caso, escolha um dos lados para ser o direito e marque o avesso com giz, para não confundir.


2 – COMO TRABALHAR COM TECIDOS DELICADOS
TECIDOS COM PÊLO
Estes tecidos pertencem ao grupo de estrutura com pêlos. Há uma rica variedade deste tipo de tecido, podendo ser de fibras naturais ou artificiais. Podem ser veludos, pelúcia, peles ou imitação de peles. Podem ter pêlo curto, com a superfície aveludada, com pêlos com menos de 3mm; ou pêlo longo com superfície com pêlos com mais de 3mm. Cada tipo deste tecido precisa de cuidados específicos. Os veludos podem ser feitos de seda, de acetato e ou de raiom.
Risco e corte
  • Nos tecidos de pêlo curto, você pode cortar com sentido do pêlo para cima, para obter um efeito de cor mais viva, e com sentido do pêlo para baixo, para obter um tom mais opaco;
  • Nos tecidos de pêlo longo, corte sempre com o sentido do pêlo para baixo.
  • Coloque as partes do molde sempre sobre o lado avesso do tecido;
  • Risque cuidadosamente as partes do molde com giz e corte rigorosamente em cima da linha riscada. Separe as partes e identifique todas do lado avesso para não confundi-las.
Montagem
  • Antes de costurar, prenda as partes com alfinetes ou alinhave;
  • Mantenha as margens de costura regulares;
  • Costure apenas uma vez, pois se a costura for desfeita, deixará marcas no tecido;
  • Deve-se utilizar uma agulha fina de ponta arredondada (ponta bola);
  • As costuras devem ser feitas de preferência seguindo o sentido do pêlo;
  • Para os tecidos de pêlo alto, deve-se tomar também o cuidado de regular a tensão da máquina e aumentar o comprimento do ponto;
  • Nos tecidos de pêlo alto, elimina-se o excesso de volume nas margens de costura aparando o pêlo neste local;
  • Para os veludos, recomenda-se o acabamento da bainha com debrum, podendo este ser uma tira de tule. Em seguida vira-se a bainha e costura-se com um ponto invisível.
Passar a ferro
  • Para passar o veludo de algodão a ferro, coloca-se uma pano tipo flanela ou sarja e por cima deste outro tecido de algodão cru, e sobre este é que o ferro será passado;
  • Para passar o veludo de seda ou sintético, coloca-se o ferro com a base para cima e desliza-se suavemente sobre este o avesso do veludo. Quando se tratar de abrir costuras, dá-se com o ferro em temperatura baixa, ligeiras pancadinhas sobre a costura, pelo lado avesso da peça;
  • Tome cuidado para que a temperatura do ferro esteja sempre baixa, poistemperaturas elevadas podem derreter o veludo. Durante a montagem, passe a peça a ferro o menos possível, e quando o fizer faça sempre pelo avesso;
  • Da mesma forma, passe os tecidos de pêlo alto pelo avesso, fazendo o mínimo de pressão para evitar amassar o pêlo.
  • Para abrir costuras, utilize o bico do ferro ou apenas os dedos.

TECIDOS LISOS E TRANSPARENTES
Risco e corte
  • Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa;
  • Prenda as partes do molde ao tecido com alfinetes finos ou corte as partes do molde em papel de seda e una-as ao tecido por alinhavos, costurando papel e tecido juntos, para que o tecido não deslize;
  • Se for riscar o tecido, faça-o sempre pelo lado avesso;
  • Quando o molde tiver partes de contorno bem definido, corta-se em papel de seda, já com as margens, alinhavando em seguida estas peças ao tecido e recortando tudo junto;
  • Ao costurar as partes, deve-se manter o papel de seda, só retirando este após ter terminado de unir as partes.
Montagem
  • Costure apenas uma vez, pois os pontos depois de retirados deixam marcas no tecido. Para isso é necessário alfinetar ou alinhavar sempre as partes antes de unir;
  • Deve ser manuseado com cuidado, pois amarrota, suja e desfia com facilidade.
  • Para evitar que o tecido escorregue ao costurar, coloque tiras de papel de seda entre o tecido e o impelente;
  • Ajuste o comprimento e a tensão do ponto para evitar que o tecido franza com a costura. A tensão deve ser reduzida e o ponto deve ser pequeno;
  • Para evitar que o tecido estique, prenda sempre as partes com alinhavos;
  • Use agulha de máquina fina de ponta arredondada;
  • Os detalhes de montagem nos tecidos transparentes devem ter acabamento perfeito, por serem visíveis do lado direito. Nestes casos, pode-se recorrer a costuras francesas ou debruadas;
  • Os tecidos transparentes podem ser arrematados com uma simples bainha virada. Nos tecidos mais maleáveis, pode-se aplicar uma bainha em rolinho. Estas bainhas podem ser feitas à mão ou à máquina, com o auxílio de um pé calcador-embainhador.
Passar a ferro
  • Passe a seco, pois a água pode manchar o tecido;
  • A tábua de passar deve ser coberta com um tecido macio e a temperatura do ferro deve ser sempre baixa;
  • O ferro só deve entrar em contato direto com o tecido quando for necessário. Utilize um tecido de algodão para proteger enquanto passa. Para abrir as costuras deve-se usar apenas a bico do ferro, sem pressionar;
  • Antes de passar, faça um teste num pequeno retalho, para saber se o tecido tem a tendência a encolher ou franzir ao ser passado;
TECIDOS COM ELASTANO
Atualmente a Indústria Têxtil tem produzido tecidos finos como crepes, veludos e rendas com fios de elastano, para dar mais aderência e conforto às roupas mais sofisticadas. Porém, a utilização destes tecidos é bem mais difícil. São precisos alguns cuidados no corte e na montagem das peças feitas com tecidos que contenham fios de elastano.
Risco e corte
  • Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa, com cuidado para não esticá-lo;
  • Prenda as partes do molde ao tecido com alfinetes finos, pois os alfinetes mais grossos podem romper os fios de elastano e deixar marcas no tecido;
  • Se o tecido tiver a tendência a deslizar, corte as partes do molde em papel de seda como já foi explicado acima;
  • Se for riscar o tecido, faça-o sempre pelo lado avesso;

Montagem

  • Para evitar que as costuras arrebentem, utilize linha adequada ao tipo de fibra do tecido e agulha fina de ponta arredondada;
  • Nos locais onde a elasticidade não for conveniente (como nos ombros, por exemplo), costure uma fita de tecido como reforço;
  • Para que as partes não estiquem ao serem costuradas, alinhave antes e se for preciso, faça pontos de fixação em locais estratégicos;
Passar a ferro
  • Manuseie suavemente o tecido, para evitar que este se distenda ou deforme;
  • Para evitar que as margens das costuras deixem marcas do lado direito, coloque tiras de papel por baixo destas;
  • Use ferro com temperatura baixa.
TECIDOS COM FIOS METÁLICOS
Os tecidos para noite ganham um glamour a mais quando têm em sua trama fios metálicos, o que lhes confere brilho e um aspecto luxuoso. Estes fios metálicos são geralmente muito frágeis e é preciso atenção para não danifica-los.
Risco e corte
  • Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa;
  • Ao cortar o tecido tenha cuidado para não puxar ou deformar os fios metálicos durante o corte;
Montagem
  • Costure apenas uma vez, pois os pontos depois de desmanchados deixam marcas no tecido;
  • Para evitar que os fios metálicos se partam ao costurar, utilize uma agulha fina e por precaução, verifique sempre se a sua ponta está em forma;
  • Forre a peça para evitar que os fios arranhem a pele.
Passar a ferro
  • Passe o a seco, pois os fios metálicos perdem o brilho pela ação do vapor;
  • Passe com o ferro em temperatura sempre baixa.
RENDAS
A renda é um tecido de trama muito aberta, geralmente combina estrutura de enredamento e bordados com ou sem relevo. As rendas podem ser leves ou pesadas.
Risco e corte
  • Corte a renda procurando conservar todos os desenhos na mesma direção, de forma que haja uma continuidade sem interrompê-los;
  • O forro deve ser cortado em primeiro lugar. Deve ser de uma cor harmoniosa com a renda e a composição de sua fibra também tem que ser compatível com a renda que será utilizada;
  • Corte a renda de acordo com o forro e transfira todas as marcações para o forro. Uma boa opção é riscar as partes do molde em papel fino, prendendo o papel à renda com alfinetes e cortar os dois juntos. Depois de cortadas as partes, retire o papel;
  • Risque cuidadosamente as partes do molde com giz sobre o forro, cortando em cima da linha riscada. Separe as partes e identifique todas do lado avesso do forro e prenda com alfinetes as partes de renda e de forro correspondentes, para não confundi-las.
  • Da mesma maneira que a renda leve deve ser cortada procurando conservar todos os desenhos na mesma direção, de forma que haja uma continuidade sem interrompe-los. Os desenhos nas costuras laterais e nos ombros devem ser harmoniosos;
  • Todas as marcas de costuras devem ser feitas pelo avesso da peça, através de alinhavos
Montagem
  • Para evitar que a renda deslize ao costurar, coloque tiras de papel de seda entre o impelente e o tecido;
  • Use agulha de máquina “ponta bola” nº 11 e de mão nº 10, bem fina e longa, se a renda for fina. Se a renda for mais pesada, pode ser usada uma agulha mais grossa;
  • Se for colocar forro solto, todas as costuras feitas na renda devem ter acabamento perfeito. Para isso, pode-se recorrer a costurar debruadas;
  • Se a renda exigir forro preso, este deve ter a função de entretela, de forma que a renda se uma a ele, formando uma tela única. O forro deve ser preso à peça por meio de alinhavo diagonal, sobre uma superfície plana;
  • A bainha deve ser feita com todo o cuidado, de forma a manter o desenho na posição certa. Nas rendas pesadas, a barra pode ser recortada, aproveitando o contorno do desenho;
  • Para bainhas em renda pesada, recomenda-se uma bainha postiça. Para uma renda leve, recomenda-se a bainha em rolinho ou a aplicação de uma tira para reforçar. Pode-se ainda optar-se pela aplicação de uma renda decorativa como arremate da bainha, costurada com ponto de luva ou zig-zag. Algumas rendas permitem que se recorte o contorno dos motivos, sendo isso suficiente para o acabamento da barra.
Passar a ferro
  • Proceda cautelosamente ao passar peças com renda. A temperatura do ferro deve ser correspondente à fibra;
  • A renda deve ser passada o menos possível, pelo avesso, protegida por um tecido;
  • A tábua de passar deve ser bem acolchoada, por causa da delicadeza da renda.

3 – RELAÇÃO TECIDO, AGULHA, LINHA E PONTO
Para obter os melhores resultados, escolha sempre uma agulha de número e ponta adequados ao tecido. A agulha mais fina é de nº 9 e a mais grossa é de nº 18. Quanto mais leve o tecido, e mais fina a linha, mais fina deverá ser a agulha. Você deve ter em mente que cada máquina de costura tem o seu tipo específico de agulha, portanto, antes de colocar a agulha procure ter certeza de que esta é adequada à máquina. Existem também agulhas duplas ou triplas, para fazer costuras decorativas.

Partes da agulha:

  • Tronco ou cabo: é a parte superior da agulha;
  • Lâmina ou haste: trata-se do corpo da agulha;
  • Concavidade: é a reentrância que há por trás do fundo da agulha. Serve para facilitar a passagem da linha;
  • Buraco ou fundo: está situado imediatamente acima da ponta;
  • Ponta: é a parte que penetra no tecido, formando a costura;
  • Fresado: é uma ranhura que há em um dos lados do tronco, para facilitar o desdize da linha, sendo portanto, o lado pelo qual a linha deve ser enfiada.
Tipos de pontas:
  • ponta fina: utilizada mais freqüentemente, é a agulha “comum”. É indicada para todos os tipos de tecidos.
  • ponta arredondada: é especialmente indicada para costurar todos os tipos de malhas, pois não rompe os fios de elastano . Também pode ser utilizada em tecidos finos e delicados.
  • ponta facetada: esta agulha é indicada para costurar couro e materiais vinílicos.
O quadro abaixo tem as indicações de agulhas, linhas e comprimento de pontos adequados aos vários tipos de tecidos:
Peso e tipo de tecidoLinhaComprimento do pontoAgulha
TipoTamanho
Delicado – tule, chiffon, renda fina, organza, veludo de seda.Linha fina de poliéster, náilon ou algodão.1 – 1,5
2020
15 x 1
9
Leve – cambraia, organdi, voal, tafetá, crepe, veludo de seda, plástico fino, cetim, seda macia, palha de seda, shantung, brocado.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 50
Náilon “A”
Seda “A”
1 – 1,5
2020
15 x 1
11
Médio – algodão leve, linho, madras, percal, pique, chitz de linho, faile, veludo cotelê fino, veludo de algodão, casimira, vinil, tecidos de veludo, lã fina, sarja.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 60
Algodão 60
Seda “A”
1,5 – 2
2020
15 x 1
14
Médio-pesado –gabardine, tweed, lona, linha ou algodão grosso, sarja de Nîmes, tecidos para casacos, tecidos de cortinas, vinil, tecidos reforçados, algodão cotelê, tecido trama fechada.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado grosso
Algodão 40 a 60
1,5 – 2
2020
15 x 1
16
Pesado – tecidos para sobretudo, tecidos de estofamento, lona grossa.
Poliéster misto com algodão
Algodão mercerizado grosso
Algodão 40
3 – 4
2020
15 x 1
18
Malhas e tecidos elásticos – malhas duplas, malhas fechadas, spandex, tricô de náilon, tricô oleado, jérsei, pelúcia aveludada, veludo tipo helanca.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Náilon “A”
Algodão mercerizado 50
Seda “A”
2,5 – 3
2045
Ponta redonda (faixa amarela)
14
Couros – camurça, pelica, couro verniz, cobra, couros forrados, couros naturais e couros sintéticos.
Poliéster misto com algodão
100% poliéster
Algodão mercerizado 50
Náilon “A”
Seda “A”
2,5 – 3
2020 15 x 1
Ponta facetada
11
14
16
Fonte: O novo livro da costura SINGER



4 – RISCO E CORTE
Esta etapa é uma das mais delicadas na confecção de uma peça de vestuário, pois se deve proceder minuciosamente no risco e no corte das partes do molde, para que estas realmente se encaixem na montagem. Quando o molde é mal cortado, dificilmente a peça cairá bem e seria muito complicado fazer correções.
Como utilizar as peças do molde

  1. Reúna todas as partes necessárias ao modelo;
  2. Verifique quantas vezes deverá cortar cada peça;
  3. Se as peças do molde estiverem muito amarrotadas, passe-as a ferro;
  4. Prenda as peças do molde ao tecido com alfinetes ou alinhavos.
Como prender o molde ao tecido
  1. Comece a prender os alfinetes sempre partindo da dobra do tecido, passando depois para os cantos e depois para as bordas;
  2. Os alfinetes devem ser pregados diagonalmente nos cantos e perpendicularmente às beiradas, com as pontas para fora do molde;
  3. Utilize apenas os alfinetes necessários, exceto em tecidos maleáveis e escorregadios;
  4. Estude a posição de todas as peças do molde antes mesmo de riscar;
  5. Depois que fizer o risco, siga-o rigorosamente.
Processos de marcação
A marcação consiste em transferir as indicações do molde para o tecido. Deve-se marcar as linhas de costura, as pences, os pontos de encontro, as partes que serão dobradas, etc. As marcações podem ser feitas com carbono e carretilha, ou giz.
Para marcar com carretilha e papel carbono, coloque o papel carbono sobre o avesso do tecido e por cima deste o molde correspondente. Em seguida passe a carretilha seguindo todas as marcações contidas no molde, para reproduzi-las no tecido. Este processo de marcação é aconselhável para tecidos lisos e opacos.
Para marcar com giz, uma o tecido à parte do molde correspondente, em seguida, espete alfinetes por cima de cada marcação. Faça as marcações com o giz seguindo o caminho dos alfinetes. Este método é aconselhável para tecidos mais delicados ou multicoloridos, onde a marca do carbono não seria muito visível.



Como cortar
Antes de cortar certifique-se se é necessário dobrar o tecido. Em caso afirmativo, isto deve ser feito com o máximo de precisão, unindo as ourelas perfeitamente, prendendo-as com alfinetes. Verifique também se há alguma falha de fabricação no tecido, para não cortar uma das partes do molde neste local. Lembre-se de sempre dobrar o tecido unindo direito com direito.
Para cortar o tecido perfeitamente, mantenha o tecido bem esticado sobre uma superfície lisa adequada para o corte e siga as orientações alistadas abaixo:
  1. Utilize uma tesoura adequada para este fim. Verifique sempre se as lâminas estão bem afiadas, para que estas não “mastiguem” o tecido. Tenha cuidado para não prender os alfinetes entre as lâminas da tesoura, ao cortar, pois isso prejudica as mesmas;
  2. Durante o corte segure o molde com uma das mãos, para que este não saia do lugar;
  3. Não levante o tecido da superfície em que ele se encontra enquanto estiver cortando;
  4. Corte junto às margens do molde, com golpes longos e firmes nas partes mais retas e golpes curtos nas partes curvas e nos cantos;
  5. Deixe a tesoura deslizar livremente, tendo o cuidado para não cortar o molde, pois além de danificá-lo, poderá haver uma alteração na margem de costura.



5 – PASSAR A FERRO
No processo de montagem de uma peça de vestuário, é muito importante passar a ferro à medida que se costura. Pode ser uma coisa dispensável, porém, isto irá garantir o bom caimento da peça e evitará qualquer defeito de montagem. Para isso, deve-se ter algunscuidados:
  1. Sempre faça um teste com um retalho do tecido antes de passar a peça;
  2. Retire alfinetes e alinhavos antes de passar a ferro, pois os alfinetes estragam o tecido e a chapa do ferro e os alinhavos podem deixar marcas. Se necessitar passar a peça o com alinhavo, use linha bem fina e alinhavos diagonais;
  3. Passe sempre pelo lado avesso;
  4. Use um pano de passar entre o ferro e o tecido a ser passado. O tipo de pano de passar irá depender do tipo de tecido a ser passado. Os únicos tecidos que dispensam este cuidado são o algodão puro e o linho;
  5. Faça o mínimo de pressão no ferro e acompanhe o sentido do fio do tecido ao passa-lo;
  6. Os detalhes que devem sempre ser passados a ferro são: costuras, pences, pregas, bolsos, golas, mangas, acabamentos de decotes, etc. Ou seja, deve-se passar a peça praticamente em todas as operações de montagem.

5 – ACABAMENTOS FINOS MANUAIS
Escolha uma agulha que seja adequada ao tecido. Para fazer os pontos a seguir, prefira agulhas mais finas e curtas para pontos pequenos, e mais longas para alinhavos. Costure com linha relativamente curta, de 45 a 60 cm para costuras definitivas. Para os alinhavos, pode ser usada uma linha maior. A linha só deverá ser dobrada para pregar botões e colchetes. Para alinhavar e fazer marcações, utiliza-se linhas de cores claras, que façam um certo contraste no tecido. As linhas muito escuras podem deixar marcas no tecido. A seguir, estão os mais utilizados pontos à mão.
BAINHAS
Para fazer bainhas viradas, dobre na altura desejada, marque e pregue os alfinetes perpendicularmente à dobra, passando um alinhavo, não esquecendo de que a bainha deve ter uma altura uniforme. Passe a bainha a ferro e costure com um dos pontos de bainha. A seguir, estão os pontos mais utilizados para fazer bainhas à mão. De acordo com o tecido, deve-se escolher o ponto que mais se aplica ao resultado desejado para a peça.


Bainha dobrada com ponto espinha de peixe: indicada para peças de tecidos médiosa pesados sem forro e que desfiam muito.
Bainha debruada com ponto espinha de peixe: indicada para peças de tecidos médios a pesados sem forro, quando a peça não tem corte reto.
Bainha com ponto Invisível: este ponto é simples e rápido, executado por dentro, indicado para tecidos leves.
Bainha com ponto clássico: é bastante prático, porém menos resistente, indicado para peças delicadas.


6- ACABAMENTOS FINOS À MÁQUINA
COSTURAS ABERTAS

Costura com borda rebatida: este acabamento é indicado para tecidos leves e de peso médio, em peças que não levam forros.
Costura debruada com viés: indicada para uma peça em tecido médio ou pesado que não seja forrada.
COSTURAS FECHADAS
Costura francesa: indicada para tecidos transparentes nos quais as costuras são visíveis do lado de exterior da peça.
Costura tombada: esta costura é útil para reforçar e dar mais resistência a uma parte da peça.
Sobrecostura: esta costura é muito resistente e proporciona durabilidade à peça.
Costura debruada em si mesma: esta costura dispensa qualquer acabamento e dá melhor resultado em tecidos leves que não desfiem facilmente.
Costura debruada com viés: indicada para uma peça em tecido médio ou pesado que não seja forrada.
BAINHAS
As bainhas à máquina são mais práticas e rápidas, proporcionando também muita resistência. Por outro lado podem não cair tão bem em uma peça mais social, por dar um aspecto mais informal à roupa. Abaixo estão apenas alguns dos tipos de bainhas feitas à máquina. Além destes, também há bainhas coladas, reforçadas, debruadas, etc. Para saber mais, você pode consultar um dos livros da bibliografia indicada.
Bainhas com ponto invisível: arremate resistente e relativamente discreto é uma alternativa para peças mais delicadas. Só é possível fazer em máquinas que dispõem deste tipo de ponto.
Bainha em rolinho: é uma bainha delicada e estreita indicada para tecidos delicados.
Bainha simples: é uma bainha comum, indicada para tecidos médios ou pesados.
Bainha postiça: esta bainha é indicada para peças que não têm um corte reto e não é possível dobrar a borda.


CASAS
As casas de botão podem ser verticais ou horizontais. O comprimento da casas deve ser igual ao diâmetro do botão, mais a sua espessura. As casas podem ser debruadas ou bordadas à máquina.
Casa debruada: este tipo de casa é indicado para tecidos leves e de peso médio que não desfiam e que vincam bem.
Casa bordada à máquina: é o tipo mais comum de casa, indicada para a maioria dos tecidos.


7- PRINCÍPIOS DE COMPOSIÇÃO DO VESTUÁRIO

Para trabalhar com roupas mais elaboradas é importante conhecer os princípios de composição do vestuário. Neste nicho de mercado, este tipo de peça é desenvolvido  para clientes específicos que estão dispostos a pagar um preço mais elevado para ter uma roupa mais personalizada. Por isso, quem vai atender este cliente deve levar em consideração uma série de aspectos antes de fazer o projeto de uma roupa.
Estas regras não precisam necessariamente ser seguidas a risca, porém, é bom lembrar que em algumas ocasiões, não raro, há uma exigência de traje a rigor, muitas vezes expressa no próprio convite do evento. Cabe ao estilista usar a sua criatividade para elaborar peças interessantes dentro da realidade de sua clientela.


Os princípios da composição do vestuário levam em conta os seguintes aspectos:
PROPORÇÃO  – significa manter as relações coerentes de dimensão das peças que comporão o “look”.
HARMONIA – tornar um “look” harmônico é fazer com que este tenha um aspecto visual agradável.
OCASIÃO – as ocasiões estão classificadas em:
  • Esporte: é o mais simples e informal. Mulheres: calças leves, camisetas coloridas, vestidos de tecidos leves, bermudas, sandálias, etc. Homens: calças de brim, camisas pólo e de manga curta, jeans, sandálias. (não é considerado na disciplina de Técnicas de Montagem III)
  • Passeio (esporte fino/tenue de ville): este tipo de traje requer um pouco de formalidade as principais ocasiões são: vernissagens, almoços, conferencias, etc. Mulheres: pantalonas, túnicas, tailleur, bolsas pequenas e salto alto. Homens: ternos com gravata, mocassins.
  • Passeio completo ou social: é um traje formal, as principais ocasiões são festas e recepções. Mulheres: conjuntos de crepe tailleurs de seda, vestidos finos, salto alto, meias finas e bolsas pequenas. Homens: terno padrão de cor escura, camisa social, gravata e sapato preto.
  • Black-tie (tênue de soirée): é o traje mais chique, noite de gala, com glamour e requinte. Mulheres: vestidos longos, sofisticados, com bordados e tecidos nobres, saltos alto, meias finas, carteiras e bolsas pequenas, e uso de jóias. Homens: smoking, camisa branca, gravata borboleta e faixa preta na cintura, sapato liso com verniz. Festas ao ar livre: smoking branco.
ETIQUETA NO VESTIR
Trajes Masculinos
Esporte: camisa sem gravata ou suéter de malha.
  Esporte Completo: acrescenta-se o blazer ou paletó esportivo
acompanhado de gravata esporte.
  Passeio Completo: terno padrão único para homens mais formais.
Recepção: terno escuro, camisa branca, gravata discreta. Rapazes ou
homens jovens que queiram sair mais descontraídos tendem a abolir a
  gravata, usando camisa lisa e camiseta branca.
Para Entrevistas: opte por roupas sóbrias, não usando e nem
  misturando cores vivas. O sapato deve combinar com o cinto, e nunca use
meias claras com calças escuras.
Trajes femininos
Esporte: calça comprida, bermuda. Saia e blusa. Não se deve usar este
tipo de roupa em cerimônias oficiais.
Esporte Completo: são os tailleurs, vestidos e chemisier.
Passeio Completo: usa-se vestido, tailleur, sapato scarpin; pode
acompanhar uma bolsa pequena combinando com o sapato e/ou cinto.
Recepção: o traje de recepção é feito por vestidos de deux pièces
(saia/blusa, ou tailleur) em tecidos nobres.
Para entrevistas: evite roupas decoradas ou curtas, prefira roupas
sóbrias e discretas; evite as roupas de tecidos transparentes ou muito justas.



TIPO FÍSICO
Além da ocasião em que a roupa será usada, deve-se levar também em consideração o tipo físico ou biótipo do cliente a fim de fazer com que a roupa lhe caia bem. Os principais biótipos são:
  • Longilineo: é o tipo manequim, pouco busto, pouco quadril, pernas alongadas e estatura acima de 1,64m, geralmente todas as peças de roupas caem bem.
  • Mini-longilíneo: as mesmas características do longilineo, apenas com estatura inferior. Deve tomar o cuidado apenas de não usar comprimentos muito longos para não achatar a silhueta.
  • Triangular: pouco busto, ombros estreitos, quadris largos, deve usar roupas que proporcione volume ao busto e não usar peças inferiores volumosas.
  • Triangular invertido: contrario ao triangular, ombros largos, busto volumoso e quadris estreitos, valorizar o busto e procurar usar roupas que dêem mais volume aos quadris.
  • Quadrado: ombros e quadris da mesma largura, cintura não muito definida, estatura mediana, não deve usar roupas muito justas.
  • Forte: muito parecida com o quadrado, porém mais alto.

8. COMO RECONHECER O TIPO DE SILHUETA
A silhueta varia de pessoa para pessoa. A estatura é uma das indicações do tipo de silhueta, juntamente com o comprimento do tronco e a localização da linha do busto, da cintura e do quadril.
COMO ADEQUAR O MODELO AO TIPO DE SILHUETA
Para favorecer a silhueta, além de escolher o tecido mais adequado, devemos atentar para quatro elementos básicos: a linha, o detalhe, a textura e a cor. Cada um destes tem o poder de criar ilusões, porém, para tirar partido destes efeitos, é necessária uma análise realista do tipo de figura e decidir que características podem ser realçadas ou disfarçadas.
  As linhas principais de uma peça de vestuário são aquelas que formam a silhueta ou linha de contorno. Podemos distinguir quatro tipos de formas: justo, semijusto, ligeiramente solto e solto. Uma peça justa ao corpo realça os contornos, enquanto que quanto mais solta a roupa, mais despercebida ficará a forma do corpo. Na elaboração de modelos sob medida, deve-se procurar o equilíbrio e a harmonia – a relação esteticamente agradável entre todos os elementos.



LINHAS ESTRUTURAIS
As linhas interiores de uma peça podem conferir uma nova dimensão à silhueta. Cada tipo de linha influencia de modo particular uma figura. Os nossos olhos tendem a se mover numa determinada direção – da esquerda para a direita e de cima para baixo. Existem alguns princípios gerais quanto à utilização das linhas:
  1. Quanto mais longa, mais larga e mais repetida for a linha, maior será a sua influência;
  2. As dobras de tecido (pregas, franzidos, drapejados) criam linhas e aumentam o volume;
  3. Quanto mais linhas existirem no padrão do tecido, menos detalhes deverão ter a peça de roupa.
  • Linhas verticais – Criam uma ilusão de altura e aspecto esguio. Porém, quando repetidas a intervalos regulares, podem dar à figura um aspecto mais largo e mais baixo, pois os olhos são atraídos de um lado para o outro.
  • Linhas horizontais – Têm a tendência para cortar a altura, especialmente quando dividem a figura ao maio. Mas uma linha horizontal colocada acima ou abaixo da linha média realça a zona menor, parecendo alongar visualmente a maior.
  • Linhas em diagonal – Podem contribuir para aumentar a altura ou a largura, conforme o seu comprimento e ângulo. Uma diagonal longa cria uma ilusão de maior largura.
  • Linhas curvas – Criam os mesmos efeitos que as linhas retas de localização semelhante, embora de uma forma mais sutil. O efeito visual é mais suave. Uma linha curva produz sempre um efeito de arredondamento e de maior corpulência.
DETALHES
Detalhes como mangas, golas, decotes e bolsos podem ter muita importância. A sua correta localização é que fará a harmonia da peça. Podem ter as seguintes finalidades:
  1. Acentuar uma silhueta. Por exemplo, mangas sino em um vestido trapézio.
  2. Dar realce a uma peça de vestuário simples.
  3. Tornar prática uma peça de vestuário formal.
  4. Despertar a atenção para uma característica interessante ou desviar a atenção de uma característica menos atraente.

COR E TEXTURA

Em geral as cores quentes, intensas e claras “avançam”, fazendo a figura parecer maior e as cores frias, discretas e escuras “recuam” fazendo-a parecer mais esguia.
  A textura afeta igualmente de forma decisiva as dimensões da figura. As características descritas como textura podem ser o brilho ou a opacidade, o toque áspero ou macio, a rigidez ou maleabilidade, o peso e encorpamento que determinam o caimento do tecido.
As texturas granulosas e felpudas são mais volumosas e dão um aspecto mais pesado à figura. Um tecido rígido pode fazer a figura parecer maior, por outro lado, uma tecido maleável adere mais ao corpo e pode fazer parecer menor. As cores são divididas em quatro grupos principais:
  • Cores quentes: aquelas que conseguem provocar um efeito vibrante. Amarelo, vermelho, laranja. São muito usadas nas coleções primavera-verão, pois dão um clima de alegria e descontração. Porém, devem ser usadas com moderação.
  • Cores frias: provocam um efeito de calma e tranqüilidade. Verde, azul. São muito usadas para roupas mais sóbrias e clássicas.
  • Cores neutras: têm pouca intensidade. Bege, cinza, preto. São usadas para atenuar o efeito provocativo das cores quentes.
  • Tons pasteis: as cores em seu tom mais suave, mais claro. São usadas quando a intenção é dar um clima de romantismo e inocência.
QUADRO DE COMBINAÇÕES HARMÔNICAS DE CORES
CorAtenuadoEnriquecido
Vermelho
Verde
Azul
Laranja
Amarelo
Cinza, Bege, Branco, Preto
Cinza, Bege, Branco, Preto
Bege, Areia, Branco, Preto
Cinza, Branco, Preto
Cinza, Branco, Preto
Verde
Vermelho
Laranja
Azul
Violeta
PROPORÇÃO
As relações entre as diferentes partes de um determinado modelo designam-se proporções. Estas partes podem ser definidas pelas linhas estruturais ou resultar da forma como são utilizadas a cor e a textura. O ideal é que as proporções estejam em harmonia entre si e em relação à figura.
  1. Motivos maiores (estampas e padrões) são indicados para uma figura mais volumosa;
  2. Estampas e padrões grandes podem ser harmonizados se tiverem corem suaves;
  3. Grandes zonas de cores contrastantes dividem a figura horizontalmente no ponto em que as cores diferentes se encontram. A utilização de uma só cor ou de tons aproximados dá a ilusão de uma figura mais esguia;
  4. Os detalhes devem estar em proporção com a figura e a roupa. Por exemplo, quem tiver pouca estatura poderá aparentar muito volume na parte superior do corpo se usar uma gola muito grande. Uma pessoa muito alta com uma gola muito pequena pode parecer desproporcional.

Autor: Tânia Neiva Dias Silva, (tania_neiva@yahoo.com.br)
Disponibilizado para a IdealGratis 22/08/08

BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, Mário de. Tecnologia do vestuário. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996.
ABREU, Dener Pamplona de. Curso Básico de Corte e Costura. São Paulo: Rideel, s/d. 3° Vol.
BRANDÃO, Gil. Aprenda a Costurar. 6ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1981.
CRAWFORD, Connie Amaden. A Guide to Fashion Sewing: A Detailed Illustrated Approach to Sewing. New York: Fairchild Publications, 1986.
FERREIRA, Regina Silva O e PESSOA, Germana Maria B. de Pinhyo. Estudos de Decotes, Golas e Mangas. Fortaleza: Departamento de Economia Domestica – UFC 1983.
MOURA, Maria Augusta Bittencourt. Como Costurar Cantos e Curvas. Viçosa – MG:Universidade Federal de Viçosa, 1972
O GRANDE LIVRO DA COSTURA – Seleções do Reader’s Digest. São Paulo, 1979.
SUGAI, Chieko.Princípios Básicos de Costura. Piracicaba: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – USO. 1968.
SANTOS, Laércio F. e FILHO, José Ferreira de A. Introdução à Tecnologia Têxtil. CENAI/CETIQT, 1987.
STERBLITCH, Vera. Acabamentos de Costura, Edições de Ouro: Rio de Janeiro, 1989.
SOUZA, Maria Tereza F. Aprenda a Trabalhar com Renda e Crepe. Universidade Federal de Viçosa, 1986.
O GRANDE LIVRO DA COSTURA – Seleções do Reader’s Digest. Ambar. Porugal, 1990.
O NOVO LIVRO DA COSTURA SINGER – Edições Melhoramentos, 1989.

















                        CURSO DE BONSAI 



Programa, o que você irá aprender:
• Passos básicos de como criar um bonsai
• Estilos básicos de bonsai
• Cuidados a ter com um bonsai
• Técnicas a aplicar ao design de bonsai: podar e aramar
• Ferramentas auxiliares às técnicas supra-citadas







REVISADO POR : João Andrade



contato: jfandrade1@live.com

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Introdução ao Bonsai
Definição e explanação das diferentes fases de bonsai. Passos fundamentais a ter em conta na criação de um bonsai.
Objetivos
• Diferenciar as duas fases da Arte de Bonsai
• Identificar passos básicos para criar um bonsai



Bonsai
O Bonsai é a arte oriental de miniaturizar e modelar árvores de forma harmoniosa e artística. A palavra japonesa “bonsai” poderá ser traduzida pela expressão “árvore plantada num tabuleiro”, devido à forma do vaso que suporta a planta.
  Com uma tradição de quase 2 000 anos no Oriente, este hobby está intimamente ligado ao amor e à observação da Natureza. Uma árvore só se transforma num bonsai através da conjugação do elemento natural com a técnica.


No bonsai distinguem-se duas fases:
1ª – ” Bonsai em treino ” ou fase “pré-bonsai”. Fase inicial onde a forma da planta é disciplinada através da aplicação da técnica.


2ª – ” Bonsai perfeito ” ou “bonsai acabado”. Corresponde à fase de maturidade, que implica anos de treino e de restyling da forma. Um bonsai acabado apresenta:
• um tronco grosso
• um estilo definitivo, com todos os ramos no local correcto e no tamanho ideal
• as folhas estão tão pequenas quanto possível
  • o vaso condiz perfeitamente com o estilo e cor da árvore
Os bonsais são árvores em miniatura, esculpidos de forma a manter um rigoroso equilíbrio e proporção de formas entre a copa e as raízes. O controlo das condições de crescimento permite atribuir aos bonsais uma das suas mais apreciadas características: o tamanho em pequena escala. Este processo implica uma dedicação, cuidado, paciência e vigia constantes, em especial às condições e necessidades básicas do vegetal, matéria-prima do bonsai.
Só a manutenção do bom estado de saúde da planta permite a aplicação da técnica, onde a maturidade e o carácter da árvore são tão apreciados. Para o aspecto envelhecido, adquirido ao fim de longos anos de trabalho, contribuem vários factores como:
• o calibre e grau decrescente do diâmetro do tronco, da base para o topo
• o aspecto rugoso das raízes
• as curvas graciosas dos ramos
Nunca coloque o seu bonsai directamente no chão. A posição ideal é ao nível dos olhos onde há boa circulação do ar e onde pode ser devidamente apreciado.



Passos básicos para criar um bonsai:
1.  Seleção da árvore

2. Estilo , que engloba:
Poda
Aramar
3. Poda das raízes

4. Plantio

5. Tratamento :
Regar
Fertilização
Luz solar
Controle de doenças e pestes
Treino
Armazenagem hibernal




Síntese
Bonsai pode ser traduzido como “árvore plantada num tabuleiro”. Esta planta, detentora de duas fases distintas no crescimento, carece de uma manutenção cuidada para preservação do seu bom estado de saúde.


Estilos básicos de bonsai
Através da sua forma e inclinação, encontram-se patentes cinco estilos básicos de bonsai.


Objetivos
• Diferenciar cinco estilos básicos de bonsai
Estilos básicos de bonsai
Após adquirir a sua árvore, perca algum tempo a observar a sua forma e inclinações naturais. Esta observação, conjugada com a sua própria sensibilidade individual e o modo como observa e interpreta a Natureza, permitir-lhe-á definir o melhor design a atribuir à planta.
Podem definir-se cinco estilos base num bonsai:
1. Ereto formal (Chokkan) 
Árvore com tronco perfeitamente recto, da base ao topo, com uma equilibrada distribuição dos ramos em ambos os lados do tronco. A composição artística final resulta harmoniosa, embora assimétrica (o objectivo desta arte não é transformar o bonsai num arbusto).
O primeiro ramo, a contar da base, apresenta-se mais desenvolvido e deve posicionar-se a um terço da altura da árvore.
  Este estilo é mais indicado para as árvores coníferas.
2. Ereto informal (Moyogi) 
O design da árvore segue o arco natural do tronco, sendo por isso a forma mais comum. O primeiro ramo, tal como no estilo anterior, posiciona-se a um terço da altura do tronco da árvore.
Para desenvolver este estilo o tipo de árvore mais aconselhado é a de folha caduca.
3. Tronco inclinado (Shakan) 
Inclinação acentuada do tronco para um dos lados.
4. Semi-cascata 
  Estilo onde grande parte da copa da árvore está na periferia do vaso ou ligeiramenteabaixo do nível da base do tronco.
5. Cascata (Kengai) 
O corpo da árvore está acima da periferia do vaso, deslocando-se, por vezes, para o nível abaixo da base de um vaso alto.

Síntese
Num bonsai são diferenciados cinco estilos bases: Erecto formal ( Chokkan ), Erecto informal ( Moyogi ), Tronco inclinado ( Shakan ), semi-cascata e cascata ( Kengai ), atendendo à sua forma e inclinação natural.
Entre no site do bonsai:




Cuidados a ter com um bonsai
Para um bom desenvolvimento do bonsai, é necessário ter em consideração três condições básicas: regar, alimentar e luz solar.




Objetivos
• Identificar e diferenciar cuidados básicos a ter com um bonsai.
Cuidados básicos
Para ser bem sucedido na Arte do Bonsai, terá que observar determinados cuidados básicos tendo sempre presente a satisfação das necessidades e condições de sobrevivência da planta, com a técnica que atribui o verdadeiro significado de bonsai à base vegetal.
Como qualquer planta, há três condições básicas a garantir para que o seu bonsai seja saudável:
Regar
  Alimentar
Luz Solar
1- A rega
Para determinar a periodicidade da rega observe os seguintes sinais indicativos:
1. O grau de humidade do solo;
2. O nível de retenção de água pelo solo, variável de acordo com a constituição orgânica do mesmo;
3. As condições atmosféricas;
4. O tamanho do vaso.
Enquanto não se familiarizar com o seu bonsai deve verificar, diariamente, o nível de humidade do solo. Quanto mais pequeno for o vaso maior deverá ser o cuidado com o nível de humidade do solo.
O toque do solo pode ser um excelente meio auxiliar para determinar a periodicidade da rega. Regra geral, o bonsai é regado diariamente ou de dois em dois dias, de madrugada ou no final do dia, à mesma hora todos os dias.
Durante a rega:
• Cuidar para que seja moderada. A formação de pequenas poças de água à superfície é um indicador de que a rega foi em excesso. Quando em demasia, provoca o escoamento acelerado dos elementos nutritivos do solo e o gradual apodrecimento das raízes
• Após a rega das raízes, banhar as folhas, com gotículas, imitando a água da chuva. Durante o banho, resguardar a planta da luz directa do sol evitando que as folhas se queimem. Não molhar as folhas durante a noite porque poderão não secar o que proporciona o desenvolvimento de caruncho
• Em períodos de ausência prolongada, pode deixar um recipiente com água por baixo do vaso
• Como qualquer planta, as folhas devem manter-se limpas
2- O Alimento 
A composição do solo é um dos aspectos mais importantes para o saudável desenvolvimento da árvore. Deve-se ter em conta que:
1. As raízes, suporte e fonte de alimento da planta, devem estar bem nutridas, oxigenadas e húmidas;
2. Uma boa mistura do solo optimiza a fertilização e a recolha de nutrientes;
3. Permite a drenagem de água em excesso obstando ao apodrecimento das raízes;
4. O equilíbrio entre a capacidade do vaso e o estádio de desenvolvimento da planta obriga à conservação e renovação periódica do solo.
A periodicidade da fertilização da planta varia de espécie para espécie e depende do estado do solo. As árvores necessitam de três nutrientes básicos; o nitrogénio, o fósforo e o potássio. Para além destes, são também importantes o cálcio, o ferro e o magnésio. Estes podem ser encontrados em fertilizantes químicos ou orgânicos.
Regras básicas para a correcta fertilização do bonsai:
• Regra geral, a planta é fertilizada de quinze em quinze dias
• A rega precede sempre a operação de adubagem. O solo seco dificulta a recolha e absorção dos nutrientes
• Durante a estação de crescimento, Março/Junho e Setembro/Outubro, o período entre fertilizações deve ser alargado para trinta dias, evitando o desenvolvimento excessivo da planta
• Não adubar durante a estação de Inverno
• Não adubar após transplante de vaso durante um período mínimo de três a quatro semanas
• Não alimentar plantas doentes
3- Luz solar
Essencial para o saudável desenvolvimento da planta. A quantidade e qualidade da luz solar variam de acordo com as características de cada espécie de árvore. A luz solar é essencial para o processo de fotossíntese e, por isso, para o desenvolvimento e regeneração normal de qualquer planta. Quando insuficiente, as folhas tendem a crescer mais do que o normal para aumentar a superfície de exposição, o que poderá ser desastroso para o design do bonsai. Como na rega, o factor principal é o equilíbrio. À medida que a familiarização com a árvore vai aumentando, é mais fácil determinar as suas necessidades e agir de acordo, evitando excessos prejudiciais para o seu desenvolvimento.
Neste caso, a divisão mais importante a considerar é a categoria das plantas de interior e de exterior.
Insetos e doenças
O bonsai pode ser tratado com fungicidas e insecticidas próprios com a salvaguarda de não serem demasiado agressivos.
A inspeção das folhas e das raízes no momento da rega e a manutenção do bom estado geral de saúde da planta, através dos cuidados com o solo, a correcta exposição solar, a rega e a circulação de ar, actuam como medidas preventivas contra o aparecimento de insectos e doenças.
Síntese
De forma a preservar o desenvolvimento saudável do bonsai, deverão ser assegurados cuidados básicos, nomeadamente rega, alimento e luz solar.
Estes três cuidados conciliados com uma boa circulação do ar e uma correcta inspecção das folhas e raízes aquando da rega, auxiliam a prevenção do aparecimento de insectos e doenças.




Variedade de bonsais
Procedimentos a ter em relação ao bonsai, quer de interior quer de exterior.




Objetivos
• Apartar bonsai interno e externo, assim como, atenções inerentes ao seu desenvolvimento.
Variedade
Bonsai de interior
Os bonsai de interior necessitam de um período médio de exposição solar indirecta de quatro a cinco horas diárias. Os raios solares poderão ser filtrados através de uma janela, por exemplo, com o cuidado de rodar o vaso periodicamente para que a planta receba luz de forma homogénea.
É aconselhável submeter a planta à luz solar directa durante um período de três a quatro horas por semana durante o período da manhã, quando a temperatura é amena.
No Verão, quando colocada no exterior, deve ser em local parcialmente abrigado da luz directa do sol.
Em casa, o vaso deve ser colocado num local fresco e arejado, afastando-o de fontes de calor indirecto como lareiras e fogões de sala que provocam um ressequimento excessivo do solo e da folhagem. Bonsai de exterior
  A grande maioria das plantas usadas para a arte do bonsai são árvores, e por isso, de exterior.
As plantas de exterior necessitam de uma exposição directa ao sol de quatro a cinco horas diárias. Não devem ser colocadas em casa por um período superior a um dia por mês.
• Verão
Durante o Verão regar de acordo com as condições climatéricas e grau de humidade do solo.
• Inverno
O período de invernação é fundamental para o bem-estar do bonsai de exterior. Durante esta estação do ano, e se a temperatura descer abaixo dos 7ºc, implicando a possibilidade de queimaduras pelo frio dos ramos e raízes, deve transferir o seu bonsai para um local fresco, escuro e abrigado, como uma garagem, por exemplo. Não transportar o vaso para o interior de casa no Inverno ou no início da Primavera, nem mesmo para as tratar. Isso poderá romper o ciclo de invernação e causar danos fatais à planta.
A não ser que a raiz esteja congelada, é necessário vigiar o estado de humidade do solo e, quando necessário, regar.
O estado de entorpecimento do bonsai é quebrado quando a temperatura sobe acima dos 10ºc durante vários dias consecutivos.
A oscilação da temperatura durante o Inverno ou a variação brusca das condições climatéricas, podem tornar-se num sério problema. O aumento da temperatura faz despontar as folhas, que recorrem às reservas de água da planta para se desenvolverem, enquanto que as raízes permanecem congeladas impossibilitando a compensação da perda de humidade. Este facto torna o início da estação da Primavera muito problemático exigindo atenção redobrada às necessidades e estado geral da planta.
• Primavera
Com a chegada da Primavera, inicia-se o processo de adaptação da árvore ao aumento da temperatura. Caso as raízes não estejam congeladas, coloque o vaso no exterior em dias temperados, durante pelo menos 4 horas por dia. Vá aumentando, gradualmente, o tempo de exposição solar diário por forma a climatizar progressivamente a planta à mudança de temperatura.
Síntese
O bonsai pode ser de interior ou de exterior, implicando diferentes comportamentos com os mesmos consoante as estações do ano.



Técnicas a adaptar com um bonsai
Tendo em conta que o design do bonsai deve ser elaborado (nomeadamente para exposições), recorre-se a três técnicas específicas nesse sentido: poda da raiz, poda de ramos e de folhas e aramar.




Objetivos
• Conhecer técnicas para elaboração de design adequado ao bonsai: podar e aramar.




Técnicas a aplicar ao design
Existem determinadas características muito apreciadas num bonsai que devem ser salvaguardadas na sua composição artística:



• Aspecto envelhecido, independentemente da verdadeira idade da árvore
  • Equilíbrio entre a espessura do tronco, a disposição dos ramos e a densidade da copa
  • Aspecto natural, já que a essência da arte bonsai é ser uma criação da Natureza em miniatura
• Aparência saudável
• Forma, equilíbrio e harmonia da linha do tronco
• Sobriedade do vaso, que não deve desviar a atenção da árvore
O bonsai, quando em exposição, é visionado sempre pelo mesmo ângulo, facto a ter em consideração quando se está a trabalhar a forma.
O design da árvore depende, basicamente, de três atividades:
Poda da raiz
Poda de ramos e de folhas
Arame
1- Poda da raiz
A poda da raiz ajuda a controlar o crescimento da planta e a manter o equilíbrio entre a copa e a base.
Dependendo da espessura da raiz, recomenda-se o uso de tesouras de tamanhos diversos e isto por duas ordens de razões; por uma questão de manutenção das ferramentas e por motivos de eficácia do corte e cicatrização do mesmo, prevenindo o aparecimento de doenças e causando o menor dano possível à planta. Esta atividade deve ser realizada periodicamente.
Verificar o estado dos ramos e da raiz regularmente. Esta observação ajuda a detectar sinais de doença e a corrigir maus procedimentos na rega e na adubação.
Todos os ramos supérfulos ao design do bonsai devem ser retirados.
2- Poda de ramos e folhas
A altura ideal para a poda é no Inverno, quando a árvore está inactiva ou no Verão altura em que se renova, cresce e a folhagem é mais abundante.
Os frutos, quando o seu crescimento ou quantidade são excessivos pondo em causa o equilíbrio da árvore, são cortados.
O corte dos ramos cumpre vários objetivos:
1. Limpar a árvore de elementos mortos, desde que não sejam um elemento figurativo;
2. Encorajar o nascimento de ramos novos noutros pontos do tronco;
3. Arejar a folhagem;
4. Controlar o crescimento da árvore.
A poda da folhagem permite controlar o tamanho, a forma e, simultaneamente, acelera a renovação das folhas. Em determinadas espécies de plantas, é necessário proceder a um desvaste periódico das folhas com uma tesoura de pontas finas e com pinças de diversos tamanhos e formatos.
A inspecção às folhas, quando efetuada periodicamente, permite:
1. Verificar se há alteração na cor e detectar doenças;
2. Remover as folhas mortas dos ramos;
3. Auxiliar a renovação e o arejamento da folhagem;
4. Limpar a terra das folhas que caiem naturalmente;
5. Promover a oxigenação da terra e da raiz da planta, evitando que asfixie;
6. Controlar o crescimento da árvore.
Estes cuidados de rotina facilitam a detecção de doenças ajudando a árvore a manter-se saudável.
3- Aramar
O uso do arame, preferencialmente de cobre, permite moldar e disciplinar a forma do tronco e dos ramos mais grossos ao longo do seu crescimento. É o treino dos ramos que atribui valor ao bonsai e contribui para o aspecto envelhecido tão apreciado.
É uma operação extremamente delicada uma vez que pode asfixiar e danificar os ramos caso não seja realizada com os devidos cuidados. A planta não deve ser regada no dia anterior e após esta operação deve ser mantida à sombra durante um período mínimo de duas semanas.
O arame é cuidadosamente retirado ao fim de seis meses com o auxílio de um alicate de corte. Antes de fazer novo uso do arame deixar a árvore recuperar durante alguns meses.
Mudança de vaso
O bonsai deve ser transplantado no início da estação da Primavera, todos os dois/três anos, de acordo com o crescimento da planta.
A mudança de vaso permite refrescar e enriquecer o solo com novos nutrientes e adaptar o recipiente ao desenvolvimento da planta. Durante o transplante as raízes devem manter-se húmidas, regando bem quando terminado.
Não se deve alimentar as árvores após o transplante até os rebentos despontarem.
Síntese
De forma a obter um crescimento saudável e um design natural, deve atender-se a três técnicas fundamentais:
- Poda da raiz;
- Poda de ramos e de folhas;
- Aramar.




Ferramentas para esculpir a forma do bonsai
São necessárias ferramentas de auxílio às atividades para obtenção de um design adequado do bonsai: tesoura de poda, tesoura côncava e alicate de corte. Para um manuseamento eficaz das mesmas, não se pode omitir a sua boa manutenção.
Objetivos
• Definir ferramentas auxiliares ao esculpir da forma de bonsai: tesouras e alicates
Ferramentas
Para esculpir a forma de bonsai, de acordo com as técnicas expostas na aula anterior, são necessárias várias ferramentas de auxílio, considerando-se três delas essenciais:
Tesoura de Poda
Tesoura Côncava
Alicate de Corte

1 Tesoura de Poda
Ferramenta básica que permite fazer o delicado trabalho de rebarbação num espaço limitado. Esta tesoura deve ser afiada e usada exclusivamente para trabalhar o bonsai. Pode usar-se para a poda de raízes e ramos muito finos.
Para garantir toda a sua eficácia de corte e precisão, a parte interna das lâminas de corte deve ser amolada periodicamente.

2 Tesoura Côncava 
  É uma ferramenta essencial, e talvez a mais importante, para a produção e manutenção do bonsai. A sua função básica é a remoção de ramos deixando um corte de forma côncava o que facilita a rápida cicatrização do corte, impedindo o aparecimento de doenças.
De facto, a forma côncava da lâmina de corte respeita o modo natural de cura dos ramos, que se processa das extremidades para o centro, impedindo a formação de uma lomba no local de corte, que se torna praticamente imperceptível quando feito com sucesso.
A forma das lâminas de corte permite usar a ponta da tesoura para remover ramos muito finos e folhas dispersas.
A tesoura de oito polegadas é o tamanho mais versátil.
Esta tesoura não deve ser utilizada para o corte de ramos grossos e duros sob pena de comprometer a sua funcionalidade.
3 Alicate para cortar arame
Ferramenta para o corte do arame utilizado para desenhar e disciplinar a forma do tronco e dos ramos da árvore. Este alicate permite fazer o corte, com a máxima precisão, imediatamente acima da casca da árvore, sem causar qualquer dano à planta.
4 Outras
Se desejar diversificar a sua gama de ferramentas, encontra uma grande oferta no mercado, nomeadamente:
• Alicate Esférico (Bola, Redondo, Côncavo, etc.)
• Alicate de Corte Lateral
• Alicate para Raiz
• Alicate para Jin
• Espátula
• Serrote pequeno
• Rake (rastelo)
• Desfolhador
• Pinças
Arame
Será necessário adquirir anilhas de arame de cobre de diversas espessuras. Este fio é muito flexível enquanto não for torcido, depois disso, manterá a forma moldada.

Manutenção das ferramentas
A manutenção das ferramentas permite:
1 Manter a eficácia de corte;
2 Evitar danos na planta;
3 Aumentar a longevidade das ferramentas.
As ferramentas devem ser lavadas, após cada utilização, com sabão e água e esfregadas com álcool. Depois de cuidadosamente secas, para evitar ferrugem, são oleadas.
Os restos de seiva das árvores retiram-se com produto próprio.
Síntese
Às técnicas de poda e de aramar são imprescindíveis três ferramentas base, como sejam, a tesoura de poda, a tesoura côncava e o alicate de corte.
Estas ferramentas deverão ser submetidas a cuidados de manutenção específicos, de forma a permitirem uma utilização eficaz, quer no corte quer na duração das mesmas.



















REVISADO POR : João Andrade


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          CURSO : COMO TIRAR VOZ DAS MÚSICAS 



Programa, o que você irá aprender:
  • Dicas de como usar o Sound Forge
  • Abrindo um arquivo existente
  • Como gravar um cassete ou vinil no Sound Forge
  • Passos da gravação
  • Como limpar chiados no Sound Forge
  • Como remover vocal das musicas
  • Cortando arquivos grandes

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Introdução:
Nesse curso iremos ensinar como usar o Sound Forge um dos mais conhecidos e poderosos programas de edição digital. Com este programa você pode editar arquivos WAVE e MP3, e adicionar vários efeitos, como Delay, Reverb, Flanger, Chorus, Phaser, Compressor, entre outros. Você pode também equalizar suas músicas do jeito que mais gostar, mais grave, mais agudo, cortar pedaços da musica, aumentar volume, diminuir, remover clicks dos disco de vinil, enfim, o Sound Forge tem inúmeras ferramentas para melhor desempenho e sucesso na edição.
Algumas da informações contidas nesse curso, também pode ser usadas em outros editores digitais como o Cool Edit ou o Adobe Audition.
O programa que utilizaremos nesse tutorial é o SOUND FORGE, você pode achar mais informações sobre o programa no próprio site oficial do software:http://www.soundforge.com


Primeiras instruções:
Você pode começar a trabalhar com o SOUND FORGE de várias maneiras, abrindo um MP3 existente no seu computador, gravando um arquivo de som com seu microfone ou entrada line in.
O Sound Forge 4.5c ou superior a esta versão, abre arquivos no formato de MP3, não é necessário converter o mesmo para WAVE.
Abrindo um arquivo existente:
O Sound Forge suporta varias extensões como, mp3, wave, entre outros formatos. Se você tiver dificuldade em abrir um arquivo mp3, converta-o usando o WinAMP. Clique em OPEN para abrir o arquivo mp3, quando abrir você vai vê-lo em forma da onde como na figura abaixo:
Vai aparecer o canal esquerdo (acima) e direito (abaixo). O Trecho azul, é a parteselecionada, para selecionar, basta apenas clicar e arrastar o mouse sobre o local onde você quer selecionar.
Se você arrastar o mouse encima de onde está o numero 2, você irá selecionar os dois canais, e se for mais acima ou abaixo, irá selecionar somente o canal escolhido.
Você pode colocar a imagem mais perto ou mais longe com a ferramenta “LUPA” como na figura abaixo:
Você pode também usar comandos básicos, como copiar (CTRL + C) colar (CTRL + V), cortar, arrastar, etc.
Dica: Para cortar, clique no começo de onde você quer cortar depois digite SHIFT + END, depois DELETE, você irá apagar o trecho selecionado, até o final da faixa.
Como gravar um cassete ou vinil no Sound Forge
Primeiro de tudo você tem que testar as entradas de seu computador, ver se está tudo correto para tudo funcionar bem.
Para ajudar as propriedades “de onde gravar” clique duas vezes no ícone   que fica perto do relógio do seu micro, depois clique em opçõespropriedades selecione a opçãogravação e confirme, clicando OK. Vai aparecer um mixer de gravação do seu computador, escolha de onde virá sua fonte de áudio, do microfone, entrada line-in ou loop back, se sua placa de som tiver tal recurso. Na tela seguinte, você escolhe “de quem” irá gravar o áudio. Se for de microfone, selecione o microfone, se for da entrada line in, selecione entrada de linha e aí por diante…




Para gravar uma musica de vinil ou cassete no Sound Forge, utilize o comando RECORDER, abrindo um documento novo, logo que você criar o documento novo, clique na bolinha vermelha, irá aparecer uma tela como a debaixo:




Passos da gravação:
  • Cliquem em MONITOR, e deixe a caixa selecionada. Para obter uma boa gravação, as barras de volume, não podem atingir a parte vermelha do indicador. Se isso acontecer vá nas opções do Windows e diminua o volume do microfone.
  • Para gravar, clique na bolinha vermelha, para parar clique em STOP, logo após que você clicar em STOP, a musica ira abrir em forma de onda.
  • Antes de adicionar os efeitos, fazer a limpeza, salve o arquivo para maior segurança
Como limpar chiados no Sound Forge:
Você deve começar selecionando a musica, ou somente o trecho que você quer fazer a limpeza, que tenha chiados, (isso ocorre geralmente no 0,1s de musica) Se você selecionar o chiado do começo mais a musica, irá perder informações importantes, Tente achar a opção NOISE REDUCTION em seu programa, você pode também baixar o plugin na internet, ou em programas de download, como emule, soulseek, kaZaa, use as palavras chaves “Sound Forge Plugin”

Removendo chiados:
Selecione o pedaço da musica com chiado e clique em TOOLS -> NOISE REDUCTION.
Irá aparecer a tela abaixo:

  • Para deixar a qualidade ainda melhor, vá em FFT Size, selecione 16.384, clique em GET e depois em OK. ( a Remoção de chiados pode demorar alguns minutos)
  • Se você selecionar a parte certa do chiado, o resultado será bom, mas se a ferramenta não resolver o caso, deve ter algum problema a mais no arquivo, desfaça as operações com o comando CTRL + Z (UNDO) e tente outra seleção, refazendo o processo de novo.




Dica: Desfrute de todos os recursos do Sound Forge pois ele oferece uma inúmera quantidade de efeitos para melhor deixar seu arquivo sonoro, adicione efeitos como delay, reverb, cortar trechos de musicas, fade in, fade out (é a opção que vai diminuindo ou aumentando o volume da musica gradativamente.



Existe um jeito de tirar o vocal das musicas já mixadas no cd, que é o método que os aparelhos de som usam, plugins, etc. usam é tirar da música tudo aquilo que é gravado com o mesmo volume em ambos os canais (esquerdo, direito). Normalmente a voz é gravada dessa maneira, mas existe exceções. Nas gravações antigas não é possível fazer pois a bateria e o baixo ficam no meio estéreo, e infelizmente quando remover o vocal, irá remover a bateria o baixo também.





Passos para retirar a voz das musicas usando o Sound Forge:
  • Abra a música no Sound Forge
  • Clique em “Process” -> “Channel Converter”
  • No menu “Name” (ou Preset no Sound Forge 5.0), escolha “Stereo to Stereo – Vocal Cut (remove center material)”. Está no final da lista.
  • Clique em OK e ainda não salve a música (pode-se também dar um “preview” para ver como vai ficar ou ainda, usar este efeito em somente um trecho da música,selecionando-o).
  • Abra a mesma música, na versão original, onde ainda não foi adicionado o efeito citado acima, em outra janela do Sound Forge.
    Equalize-a (Process -> EQ -> Graphic) de modo a tirar as freqüências médias, onde ficam os vocais. Deixe essa freqüências no zero. A intenção é deixa escapar o mínimo possível da voz do cantor, reforçando graves (baixo) e agudos, aonde a voz do cantor não chega.
  •   Selecione a música inteira e digite CTRL+C para copiar. Volte para a janela anterior (onde você tinha aplicado o Channel Converter), digite W (para colocar o cursor no início da música) e no menu Edit, escolha “Paste Special” -> “Mix”. Em “Name”, escolha “Normal Mix” e clique em OK.
  • Veja como  ficou. A voz escapa um pouco, mas fica BEM mais baixa que o original…

Cortando arquivos grandes (Como CD´s inteiros gravados em um único arquivo wave)
objetivo é separar em diversas faixas arquivos grandes. Encontra-se aos montes na internet CDs inteiros gravados em um único arquivo mp3. Faça um BACKUP antes!. Como o Sound Forge abre diretamente arquivos mp3, abra-o. Antes de tudo, é recomendado fechar todos os arquivos abertos, durante a separação.
Com o arquivo aberto, vá até o final dele (digite E para ir mais rápido) e comece aselecionar (se você não sabe selecionar, veja a primeira parte deste tutorial) última música, do final para o início. Por que fazer o contrário? Por que para cada “corte” o SoundForge irá criar um arquivo de backup e fazendo-se ao contrário economiza-se um um espaço em HD e tempo! Depois de selecionada a última música, digite CTRL+X para recortar este trecho, clique em NEW (File, New) e digite CTRL+V para colocar. Salve este arquivo com o nome da música e volte para o início deste parágrafo.





















CURSO BASICO DE BATERIA


Programa, o que você irá aprender:
  • Peças Básicas da bateria
  • Pés
  • Partitura
  • Fazendo marcação com o chimbal
  • Viradas






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Introdução
Nesse curto iremos ensaiar as noções básicas de bateria. Que é tão importante dentro do contexto musical.
Antes de tudo, vou mostrar as partes da bateria, para depois ensinar os exercícios e as principais técnicas.


Uma bateria com as peças básicas possui:
  • Bumbo
  • Caixa
  • Chimbal
  • Prato
  • Surdo
  • Tons
  • Baquetas (tamanho médio (5A) para um iniciante)
Quase todas as baquetas são feitas de madeira, com ponta de madeira ou de nylon.
As baquetas com ponta de madeira, tem um som mais suave, aveludado, ao tocar nas partes da bateria, principalmente nas partes de metal, como os pratos, chimbal.


A característica das baquetas com ponta de nylon é o timbre mais aberto destacando os agudos de cada peça.
Pratos
Existe dois tipos de prato:
Condução

Ataque
Os pratos são as peças mais delicadas da bateria, tome cuidado quando for transportar, quando for tocar nos pratos mais finos, bata de leve, pois ele soará melhor, com apenas o simples toque da baqueta.
Surdo
O surdo é a segunda peça mais grave da bateria, faz a ligação dos tons para o bumbo.
Tons
Tons
É onde damos aquele enfeite extra no ritmo da musica. Normalmente as baterias tem 2 tons, Tom Menor tem um som mais agudo
Tom Maior tem um som mais médio.
Caixa e Aro
A caixa é usada em combinação com o bumbo, é usada em quase todos os ritmos. Possui um som seco e médio-grave. A caixa é usada para a maior parte das técnicas das mãos.
BUMBO
Bumbo
O bumbo é a peça mais grave da bateria, tem um som forte, normalmente a peça mais abafada da bateria.
CHIMBAL
Chimbal
O chimbal é usada para fazer a condução na musica. É formado por dois pratos que se tocam quando acionamos o pedal da maquina de chimbal com o pé, chimbal tem um som agudo.
PEDAL DE BUMBO
Pedal
Preso na base do bumbo, é com ele que tocamos o bumbo.
PÉS
O pé direito (Bumbo) tem duas maneiras de toca-lo no pedal de bumbo.
1ª) PÉ CHAPADO: Onde o pedal é acionado com o calcanhar abaixado na sapata.
2ª) PÉ LEVANDO: Onde o pedal é acionado com o calcanhar levantado na sapata.
A primeira posição é mais indicada para músicas mais lentas e a segunda posição é mais indicada para músicas com mais pegada, como o rock e o funk.
O pé esquerdo (Chimbal) segue o mesmo exemplo do pé direito.

Iniciando a aprendizagem
Para nos tornarmos bons músicos, é necessário alguns quesitos básicos: A Dedicação, o Empenho, a Perseverança e o mais importante, disciplina e paciência.
No começo o aluno está sempre muito empolgado, louco pra comprar sua bateria e ficar tocando o dia inteiro. Com o tempo o aluno vai perdendo essa empolgação e sente dores nas costas, braços e pernas.
É recomendado antes de começar a tocar, fazer um alongamento nos braços, pernas e mãos.
Não adianta você treinar horas e horas somente 1 dia da semana, você tem que treinar todos os dias, nem que seja apenas 10 minutos.





Partitura
Para que possamos praticas os exercícios, você tem que ter uma noção de partitura, iremos passar de maneira fácil e rápido nesse capitulo. Nosso objetivo é que o aluno toque o instrumento e treine a sua coordenação motora.
Definição
É composto de um conjunto de 5 linhas e 4 espaços,chamado pauta ,aonde sãoescritas as notas musicais (DÓ,RÉ,MI,FÁ,SOL,LÁ,SI) . No caso da bateria essas linhas e espaços significam uma peça da bateria a ser tocada.
Sendo que no começo utilizaremos apenas as linhas 1 (bumbo) , 3 (caixa) e 5 (chimbal com a mão ).
Utilizaremos um sistema de contagem que vai do 1 ao 4, como se fosse o andamento de um relógio, com intervalos regulares. Comece contando 1, 2 , 3 e 4 , com a voz , sempre devagar . Agora adicione a mão direita no chimbal caindo exatamente junto com a sua contagem. Na próxima etapa adicionaremos o bumbo caindo no 1 e depois no 3 .(Ex.2 ) .Coloque a caixa com a mão esquerda no 2 e 4 (Ex. 3 ).
Partitura 1
Obs. Lembre-se que é fundamental fazer esses exercícios devagar, contando e com muita paciência !!!!!!!!!!!!!!
Após esse exercício fundamentado vamos mudar a contagem colocando a letra “e” entre os números (Ex. 4 ). Coloque agora o bumbo no 1 , 3 ,caixa no 2 , 4 .(Ex. 5 ) .
A letra” e “serve para delinearmos os contra-tempos dos exercícios, de forma que nessa fase do curso  ele deve ser contado e executado nas peças da bateria quando for necessário. Apenas conte-os pois isso irá ajudar na localização das peças a serem executadas.
Partitura 2
Partitura
Partitura
Fazendo a Marcação com o Chimbal
Nesse tópico iremos trabalhar mais a nossa coordenação motora, só que com a marcação do chimbal com o pé. Vamos pegar os exercício feito no outro capitulo, e acomplar a esta nova série.
1 – O QUE ERA CHIMBAL TOCADO COM A MÃO DIREITA, AGORA DEVE SER TOCADO NO PRATO DE CONDUÇÃO ( AQUELE GRANDE )
Ex 1
2 – Agora que você já estudou isso um pouco. TENTE COLOCAR O PÉ ESQUERDO ( CHIMBAL ) CAINDO EXATAMENTE JUNTO COM OS NUMEROS ( 1, 2 , 3 , 4 ). Vide Ex:1
Ex 2
3 – Depois desse exercicio bem fixado, tente com os demais dos capítulos anteriores. Vide Ex 2

Viradas

Nesse tópico iremos ensaiar a trabalhar os ritmos junto com as viradas.
  • VIRADAS
Vamos começar com as viradas mais simples e a partir daí dificultando cada vez mais.
Conforme o exemplo abaixo faremos figuras de 4 toques ( semicolcheias) na caixa primeiramente, lembre-se contando ( 1, 2 , 3 e 4 ) e depois de fixado na caixa ai sim passaremos para os tons 1 e 2 e o surdo.
Exemplo de Viradas
No final da virada ( vide ex.) vocês encontraram um bumbo e um x com uma bolinha, essa bolinha significa prato de ataque, de modo que vocês ao final da virada tocaram bumbo e prato de ataque juntos, quem não tiver prato de ataque pode ser no prato de condução mesmo.
  • RITMO / VIRADAS
Agora vamos passar a segunda fase que é a união da virada com o ritmo, isto também não é muito fácil, mas com calma que chegaremos lá.
Primeiro vocês começaram com os ritmos mais fácil vistos anteriormente, comece com aquele que tem o bumbo no 1 e 3 . caixa 2 e 4. Após o final do ritmo tente intercalar a virada que você treinou.
Depois que você já estiver tocando esse exercício com desenvoltura, tente ir passando para os próximos exercícios rítmicos.
PS: Quando você estiver passando de um exercício para o outro perceberá que quando você tocar o bumbo e prato de ataque do final o ritmo não se encaixará.

É isso ai galera. Termina aqui o cursó básico de bateria, para você ter noções da aprendizagem, e iniciar sua jornada de musico. Boa sorte!














                                      




CURSO DE XADREZ

Programa, o que você irá aprender:xadrez
  •   A HISTÓRIA DO XADREZ
  • A NATUREZA DO JOGO DE XADREZ
  • JOGO E EDUCAÇÃO
  • O PROFESSOR DE XADREZ
  • JOGOS PRÉ-ENXADRÍSTICOS
  • UTILIZANDO A INTERNET NAS AULAS


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Introdução ao curso de xadrez:
O sistema educacional  brasileiro enfrenta muitos problemas decorrentes basicamente da desvalorização da profissão do magistério. Os baixos salários a que os professores têm que se submeter os levam a dupla jornada de trabalho, obstaculizando uma condição sine qua non da atividade docente: estar em constante aperfeiçoamento.


Os alunos das escolas públicas, que na sua maioria têm precárias condições econômicas, não encontram eco para suas indagações e anseios, desinteressando-se rapidamente pelas atividades escolares, o que os deixa próximos à repetência, e posteriormente, à evasão escolar.
O quadro torna-se mais caótico quando se observa a utilização de propostas pedagógicas desconectadas da realidade brasileira, fruto de modismos importados, ou de imposições feitas pelo MEC, nas quais nota-se pouca ou nenhuma participação dos professores que serão responsáveis pela implementação das mesmas.
Num mundo em constante transformação, onde a capacidade de pensar com autonomia é mais importante que a simples memorização de dados
estanques, a escola deve repensar sua ação educativa buscando superar essa situação. É nesse contexto que apresentamos a seguir esta proposta, que buscará sistematizar algumas reflexões sobre xadrez e educação.

HISTÓRIA DO XADREZ
Há aproximadamente mil e quinhentos anos, na Índia, surgiu o Chaturanga, que se transformou no atual jogo de xadrez.
Por intermédio de muitas guerras e na busca por novas rotas comerciais, o xadrez foi introduzido nos países ocidentais, e na Idade Média passou por algumas metamorfoses que o conduziram à forma atual. A característica principal do xadrez praticado na Idade Média era a profunda elitização que sofria, sendo chamado “jogo dos reis e rei dos jogos”.

Uma mudança importante se deu no século XV quando Gutenberg criou o tipo móvel, possibilitando a impressão  de livros de xadrez, como é o caso do Arte breve y introduccion muy necessaria para saber jugar el Axedrez (LUCENA, 1497). A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro possui um dos poucos exemplares deste livro existentes no mundo. Com a proliferação dos livros de xadrez ocorreu a primeira democratização significativa do jogo.
A segunda democratização ocorreu na Europa do leste, já no início deste século, quando a recém-formada URSS adotou-o como complemento à educação, tornando-se hegemônica nesse esporte.
A terceira democratização iniciou-se com a revolução dos computadores e o advento da Internet, na segunda metade desse século. A partir da década de 50, na busca por construir máquinas inteligentes, ciências como Psicologia e Inteligência Artificial apresentaram estudos que aceleraram a produção de enxadristas eletrônicos culminando com o Deep Blue, que derrotou Garry Kasparov. Os softwares e hardwares a cada dia tornam-se mais poderosos e imprescindíveis aos enxadristas de alto nível.
A Internet representa o apanágio dessa terceira revolução por possibilitar o acesso quase instantâneo às informações referentes às partidas jogadas em torneios no mundo todo.
Após esta introdução abordaremos a história do xadrez mais detalhadamente focalizando escolas de pensamento, fatos e enxadristas mais importantes de cada período.


A NATUREZA DO JOGO DE XADREZ
Certa vez um jornalista perguntou ao Grande Mestre Internacional1 Savielly Tartakower quem era o melhor enxadrista de todos os tempos e recebeu a seguinte resposta: se o xadrez é uma ciência o melhor é Capablanca; se o xadrez é uma arte o melhor é Alekhine; se o xadrez é um esporte o melhor é Lasker2. Teceremos a seguir alguns comentários relacionando o xadrez com estas três áreas do conhecimento.



CIÊNCIA
Uma definição possível de ciência é: “conjunto organizado de conhecimentos  relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, aexperiência dos fatos e um método próprio”. (FERREIRA, 1986 p. 404). Vamos agora examinar o xadrez tendo por base essa definição de ciência.

ESPORTE
As definições, tanto de esporte como de jogo, são bastante imprecisas. Tomemos a seguinte definição de esporte: “conjunto de exercícios físicos 18 praticados com método, individualmente ou por equipes”. (FERREIRA, 1986, ). Tomando esta definição por base, esportes como Tiro com Arco ou Tiro Esportivo não poderiam ser considerados esportes, pois quase não existe exercício físico, e, no entanto, não somente são esportes como são também esportes olímpicos.
Vejamos uma definição de jogo:
O jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana.
Observe que tanto o xadrez como em qualquer outra competição esportiva pode enquadrar-se dentro desta definição, se modificarmos o ponto que diz regras livremente consentidas, para regras oficiais da modalidade. E isso é bastante natural, pois os esportes são, na sua essência, jogos. Então através de seu status, grau de complexidade interna, grau de organização no mundo e poder de lobby, uma atividade será ou não considerada esporte pelo COB e IOC.
O xadrez é um esporte vinculado ao COB, mas não faz parte dos Jogos Olímpicos, participando somente como demonstração. Em 1999 o IOC concedeu, através de seu então presidente Juan Antonio Samaranch, reconhecimento ao xadrez.
ARTE
Uma das muitas definições possíveis diz que arte é “a capacidade que tem o homem de pôr em prática uma idéia, valendo-se da faculdade de dominar a matéria”.
As pessoas que relacionam o xadrez somente com lógica estranham ao ouvir que também pode ser uma forma de arte.
O aspecto lógico do xadrez não impede o expert de manifestar sua criatividade, sua individualidade, de imprimir sua marca na partida. Quem joga xadrez provavelmente já experimentou a indescritível sensação de arrebatamento estético ao realizar uma combinação4, satisfação esta similar à sentida ante uma obra mestra da pintura, música ou poesia.
Fato curioso de perceber é que tanto no xadrez como na música e na matemática serem observadas crianças prodígios. Se compararmos estas três áreas do conhecimento com a pintura, a escultura e literatura, observaremos que nas últimas, a pequena experiência de vida não é suficiente para uma criança compor algo com valor estético.
Em contrapartida, no xadrez, na música e na matemática esta experiência de vida não é fundamental. Segundo LASKER (1962, p. 153), Mozart compôs e escreveu um minueto antes de completar quatro anos de idade. Gauss, aos três anos de idade, sem saber ler e escrever corrigiu uma comprida soma que seu pai fez.
Reshevsky jogou dez partidas simultâneas de xadrez aos seis anos de idade.
Artistas contemporâneos normalmente mostram pouco interesse pelas atividades que exigem o pensamento lógico em demasia. Não negam a sua importância, mas não gostam que a lógica amarre o seu estilo. Mas muitos artistas do passado, ao contrário, utilizavam a linguagem matemática para
compor suas obras.
Assim no jogo de xadrez, na abertura (fase inicial) e no meio-jogo (fase intermediária), em contrapartida com o final, que possui muita lógica, somente a análise lógica não basta, devido ao elevado número de possibilidades a serem examinadas.
Então o enxadrista, diante da incapacidade do cálculo exato, orienta-se por princípios gerais. Ao pautar-se por esses princípios o jogador de xadrez reduz as opções drasticamente a poucas a serem consideradas. Ocorre que mesmo com essa seleção prévia, ele precisa usar sua imaginação, sua intuição por assim dizer, para encontrar o melhor lance.
Como certa vez o físico John R. Bowman disse: “a impossibilidade de conhecer o melhor lance é que eleva o xadrez de um jogo científico para uma arte, um meio de expressão individual”.





JOGO E EDUCAÇÃO
Em princípio devemos entender o jogo como uma atividade que obedece ao impulso mais profundo e básico da essência animal.





Esta atividade inicia-se em nossas vidas com os mais elementares movimentos, complicando-se até dominar a enorme complexidade do corpo humano.
Os primeiros jogos que a criança faz são os chamados jogos de exercício, utilizando como principal objetivo o seu próprio corpo. Os bebês chupam suas mãos, emitem sons e repetem diversos movimentos sem finalidade utilitária.
A transição dos jogos de exercícios para os simbólicos marca o início de percepção de representações exteriores e a reprodução de um esquema sensório-motor fora de seu contexto.
Podemos dizer que o jogo simbólico é um jogo de exercício sendo o que exercita é a imaginação.
Ao chegar o período das operações concretas (por volta dos sete anos de idade) a criança, pelas aquisições que fez, pode jogar atendo-se a normas. Surgem então os jogos de regras, e ela terá que abandonar a arbitrariedade que governava seus jogos para adaptar-se a um código comum, podendo ser criado por iniciativa própria ou por outras pessoas, mas que deverá acatar limites porque a violação das regras traz consigo um castigo. Isto ajudará a criança a aceitar o ponto de vista das demais, a limitar sua própria liberdade em favor dos outros, a ceder, a discutir e a compreender. Quando se praticam jogos de grupo a experiência se engrandece já que a sociabilidade é agregada à vida da criança, surgindo assim os primeiros sentimentos morais e a consciência de grupo.
Quando a criança joga compromete toda sua personalidade, não o faz para passar o tempo. Podemos dizer, sem dúvida, que o jogo é o “trabalho” da infância ao qual a criança dedica-se com prazer.
Pode-se perceber através do que foi exposto o valor educativo que a prática lúdica possui. Muitos psicólogos afirmam que os primeiros anos são os mais importantes na vida do homem sendo que a atividade central manifestada é o jogo. É notável o que se pode aprender construindo seus próprios jogos, utilizando conceitos de plano inclinado, polias, velocidade, etc., coisas que só serão ensinadas muito depois no período escolar.
Um erro que muitos professores cometem é não valorizar em toda sua extensão esta atividade, extraindo o que ela contém de educativo.
A criança que ingressa na escola deverá adaptar-se às rotinas escolares acarretando mudanças importantes na sua vida, e sua vida dedicada ao jogo
terá uma mudança brusca.
Temos que aprender a diferenciar o que significa o jogo para o adulto e para a criança. Para nós, por que assim nos educaram, é o que fazemos quando não se tem alguma coisa mais importante, e desejamos preencher horas vazias com algum lazer. Para as crianças é todo um compromisso no qual lutam e se esforçam se algo não sai como querem.
Por isso o xadrez merece crédito, porque ensina as crianças o mais importante na solução de um problema, que é saber olhar e entender a realidade que se apresenta.
No xadrez, como as peças não têm valores absolutos, deve-se monitorar tanto as próprias como as do adversário para implementar sua estratégia. Dito de outra forma: ter a percepção da flexibilidade e reversibilidade do pensamento que ordena o jogo.
É comum notar crianças fracassando em matemática, por exemplo, por não entenderem o que enunciado do problema lhes diz. Não sabem analisá-lo, aprendem fórmulas de memória; quando encontram textos diferentes não acham a resposta correta.
Deve-se conseguir que as crianças encontrem seu próprio sistema de ação e para isso tem-se que evitar, sempre que possível, as soluções mecanizadas. Assim, no Ensino Médio, com os dados de um teorema e sua idéia, a demonstração pode ser encontrada pelo aluno, porém para que isso aconteça é importante um certo treino no Ensino Fundamental.
Em uma época na qual os conhecimentos nos ultrapassam em quantidade e a vida é efêmera, uma das melhores lições que a criança pode obter na escola é como organizar seu pensamento, e acreditamos que esta valiosa lição pode ser obtida mediante o estudo e a xadrez.



O PROFESSOR DE XADREZ
Quando o professor de xadrez ensina as regras básicas aos seus alunos e os coloca para jogar está também os colocando em uma trilha de delicado equilíbrio.



Inicialmente o aluno passa de um modo egocêntrico de jogar, elaborando planos e combinações que poderiam ser realizadas se seu oponente não fizesse lances. Aos poucos, vai percebendo que o lado oposto procura obstruir a realização de seus planos. Ele começa a temê-lo, mas não muda de atitude, continua a jogar do mesmo modo egocêntrico, simplesmente desejando que o adversário não seja capaz de invadir seus planos e vencer a partida.
Atingi-se assim um ponto crítico e delicado: o espírito de competição de desenvolve. Como evoluir? Neste ponto a interferência do professor é muito importante para controlar esta força, pois se for deixada msozinha, poderá ter conseqüências perigosas.
O espírito de competição exagerado pode levar à concentração de todas as energias numa só atividade limitada, negligenciando a evolução homogênea da personalidade. Pode levar, também, a um grande desapontamento que por sua vez pode deixar marcas profundas no caráter da criança, como falta de autoconfiança, acomodação, etc.
Por isso, o professor deve motivar o aluno a jogar xadrez por prazer, mais do que para vencer a qualquer custo. Ele deve mostrar a seus alunos a riqueza das variantes e linhas de abertura, a criatividade do meio jogo e a lógica do final. Em poucas palavras, explorar a beleza do xadrez, ao invés de valorizar a efêmera glória da vitória.
Usando as palavras de Tigran Petrossian, Grande Mestre Internacional e Campeão do Mundo de 1963 a 1969:







JOGOS PRÉ-ENXADRÍSTICOS
Estas reflexões objetivam oferecer alguns recursos metodológicos aos professores de xadrez. Nossa experiência tem indicado que trabalhar com todos os elementos do jogo ao mesmo tempo pode confundir o aluno.
Então propomos a seguinte idéia: utilizar jogos mais simples para atuarem como coadjuvantes no ensino do xadrez.


Todo aluno quer jogar xadrez com todas as peças desde a primeira aula, então é aconselhável o professor ensinar na primeira aula o movimento das peças e objetivo do jogo e deixar os alunos jogarem. Pode-se também nesta primeira aula utilizar o jogo Gato e Rato. A partir daí pode-se intercalar em cada aula um pré-jogo cujo objetivo é fixar a propriedade cinética e a particularidade de cada peça.



Gato e Rato
Regras:
1. Utiliza-se um tabuleiro de 64 casas (8×8).
2. Peças: 4 Gatos e 1 Rato (Figura 2)
3. Os Gatos movem-se de uma em uma casa pela diagonal à frente.
4. O Rato move-se de uma em uma casa pela diagonal à frente e para trás.
5. Não há captura.
6. Os Gatos vencem se bloquearem o Rato como mostra a Figura 3.
7. O Rato vence se escapar do cerco dos Gatos como mostra a Figura 4.
Comentário: Este pré-jogo, cujos princípios são facilmente assimiláveis por uma criança, exercita conceitos que serão úteis no aprendizado do xadrez, tais como a noção de cooperação que deve haver entre as peças; a noção de como o Peão captura; e também noções bastante elementares do que é xeque-mate. Este jogo pode ser ensinado antes de qualquer conteúdo enxadrístico.






Quadrado Mágico
Regras:
1. Utiliza-se um tabuleiro de 16 casas (4×4) Figura abaixo.
2. Fazer a pergunta: quantos quadrados existem nele?
3. Quem acertar vence.
Comentário: A criança poderá ver, através deste exemplo simples, que a primeiraimpressão não revela toda a informação contida em um diagrama.
Deve aprender a ser cautelosa antes de dar um veredicto sobre as posições de partida. Isto será de grande importância para o futuro enxadrista.




Batalha Naval
Regras:
1. Utilizam-se dois tabuleiros de 64 casas (8×8) sendo que um será o mapa de tiro (Figura 6) e o outro o seu esconderijo (Figura 7) 30
2. Cada jogador possui 8 peças (Tabela 4) que deverão ser escondidas sem que o adversário as veja como mostra a Figura abaixo

Ao esconder suas peças os participantes não devem colocá-las umas tocando as outras. Os Destróieres e o Porta-aviões não podem ser formados pelas diagonais, somente em colunas ou filas.
Disparar três tiros, usando as coordenadas, no esconderijo do adversário, que responderá água se os tiros não acertarem o alvo. Se o disparo acertar um alvo o adversário dirá a coordenada (casa) que foi atingida e o alvo acertado, que será devidamente assinalada no mapa de tiro (Figura) do atirador vitorioso. Isto fará com que o jogador que acertou uma parte do alvo, na próxima tentativa busque afundar completamente o alvo, buscando as casas vizinhas da casa atingida, se o alvo for maior que um submarino, naturalmente.
Comentário: Este jogo é utilizado para trabalhar o tabuleiro e suas coordenadas cartesianas. Através dele a criança exercitará os conceitos de coluna, fila e diagonal, e estará trabalhando com o plano matricial que será a referência para o nome das casas do tabuleiro de xadrez.

Batalha de Peões
Regras:
1. Joga-se em um tabuleiro de 64 casas (8×8).
2. Cada jogador possui oito Peões que são arranjados como na Figura 16.
3. O jogador com as brancas inicia o jogo sendo que o Peão pode se movimentar como o similar do xadrez, mas sem a captura En Passant.
4. Ganha a partida àquele que fizer um Peão chegar do outro lado do tabuleiro, ou aquele que deixar o adversário sem movimento possível.
Comentário: Este jogo visa exercitar o movimento do peão. Sua prática possibilita um melhor domínio do movimento, captura e promoção do peão. Se o professor achar necessário ele pode adaptar este jogo para um grau de dificuldade menor simplesmente retirando os peões das colunas a, b, g e h,
ficando uma batalha com 4 peões em cada lado.



UTILIZANDO A INTERNET NAS AULAS
Nesta seção abordaremos como o xadrez pode ser o estudado e a praticado pela internet.




CONCEITOS BÁSICOS
O CEX
a) Visitar o site do CEX (www.cex.org.br)
b) Fazer o download do programa WinBoard
c) Registrar-se no Servidor de Xadrez (SX)
Localizar os atalhos para os comandos. Clicar com o botão direito do mouse na Janela de Interação
Como buscar por jogadores no SX
“Quem esta no servidor”: Comando who
“Jogadores livres para jogar”: Comando players
Como jogar on-line
“Desafiar jogador”: Comando match
“Aceitar”: Comando accept
Formas de comunicação no SX
“Dizer para jogador”: Comando tell
“Dizer para adversario”: Comando say
“Dizer para todos”: Comando shout
“Dizer para todos sobre xadrez”: Comando cshout
“Dizer para observadores de uma partida”: Comando kibitz
USANDO O SX COMO SUPORTE ÀS AULAS DE XADREZ
Para utilizar o SX como suporte às aulas é necessário dominar alguns comandos específicos.
Observar uma partida em andamento
“Observar partida [jogador/partida]”: Comando observe
Examinar uma partida que já aconteceu
“Historico de um jogador”: Comando history
“Examinar partida [jogador/partida]”: Comando examine
Ministrando Aulas On-line
“Entrar com posicao”: Comando bsetup
Clicar com o botão direito do mouse e acrescentar as peças correspondentes à posição.
“Finalizar posicao”: Comando bsetup done
Assistindo a Aulas On-line
Localizar a partida referente à aula:
“Exibir lista de partidas”: Comando games
“Observar partida [jogador/partida]”: Comando observe
WINBOARD
WinBoard é um tabuleiro gráfico de xadrez para Windows 95/98/ME e NT. O WinBoard serve como uma interface gráfica para jogar contra o computador ou para um SX através da internet, ou pode ser usado para visualizar partidas no formato PGN. WinBoard é um software livre.
SERVIDOR DE XADREZ (SX)
Um SX é um software que permite jogar partidas de xadrez pela internet. Além disso, aulas de xadrez podem ser ministradas através de um SX. O CEX possui um servidor, que é de utilização gratuita. A interação do usuário com o servidor é feita com uma Tela de interatividade, através de comandos. Clicando com o botão direito do mouse sobre a janela de interação abre-se um menu de contexto com os principais comandos disponíveis no servidor do CEX.
COMANDOS
A comunicação com o servidor é feita através de comandos.
Apresentaremos a seguir um resumo da forma de usar de alguns comandos para a interação com o servidor:
“Quem esta no servidor” Who
Este comando lista os usuários conectados ao servidor. O exemplo a seguir mostra o que o comando “who” mostra.
cex% w
2133:Firebird
1624 bdbf
1378 Koringa
2125.Mga
1606 piraiense
1317 liza
2006 Leyrson(*)
1564 Mamao
1306^CHICCAO
1932:Gralha
1531 tibagi
1274^dzoraia
1931 Edevilson
1505^dideo
1268^clone
1847.Zezito
1484:gustaph
1197^Flamenguista
1729 Wilson(*)
1457^Tubarao
1151^primario
1718 mire
1431 xis
1085 Jhessika
1686 tonyferm
1410^BioHazard —-#RoboLegal(TD)
27 jogador(es) listado(s) (de 27). (*) indica administrador do sistema.
cex%
O formato é .
Rating:
Somente um tipo de rating é mostrado – O padrão mostrado é o rating de blitz.
A seqüência de caracteres “—-” significa que o usuário é registrado, mas ainda não possui rating, pois ainda não jogou no servidor. A seqüência “++++” significa que o usuário não é registrado no servidor, e todas as partidas que jogar não valerão rating.
Símbolos:
^ jogando uma partida
~ jogando uma simultânea
: não está disponível para jogar
# examinando uma partida
. inativo por 5 minutos ou está ocupado
Símbolos especiais:
* Administradores
B Jogador sem interface gráfica
C Computador
T Equipe de jogadores
TD Diretor de Torneio
FM/IM/GM Títulos de mestres de xadrez
Lendo da esquerda para a direita: (i) número da partida; (ii) rating do jogador com as Brancas; (iii) apelido do jogador com as Brancas; (iv) rating do jogador com as Pretas; (v) apelido do jogador com as Pretas; (vi) tipo da partida e controle de tempo; (vii) tempo corrente de ambos os jogadores; (viii) valor corrente do material para ambos os jogadores; (ix) de quem é a vez de jogar e o número do lance, e, por último, o número de partidas mostradas.
Ratings como “++++” são para jogadores não registrados e “—-” são para jogadores registrados, mas que ainda não possuem rating em determinada categoria. Qualquer partida que está sendo examinada é mostrada também. Tipo de Partida — O formato é [Private] | [Category] | [Rated]. Private — Se um “p” é mostrado, a partida é privada e não pode ser observada. Se não for privada, um espaço em branco aparecerá no lugar de “p”. Category — As possibilidades são:
b blitz
d bughouse
l lightning
n nonstandard game (como, tempos diferentes para os jogadores)
u untimed (sem controle de tempo, incluindo simultâneas)
w wild
Para começar a examinar:
Existem três possibilidades diferentes de examinar uma partida:
1) Partida que ainda não existe — o comando “examine” usado sozinho sem qualquer nome de usuário começa o modo examinar com uma nova partida.
2) Partidas armazenadas (adiadas) — “examine usuário1″ irá examinar sua partida armazenada com o “usuário1″ (se esta partida existir). “examine usuário_das_Brancas usuário_das_Pretas” irá examinar uma partida armazenada (adiada) entre os dois jogadores.
3) Uma partida do histórico (history) — “examine usuário1 número_da_ partida” irá examinar a partida “número_da_partida” do histórico do “usuário1″.
Examinar partidas em grupo:
Outros usuários podem examinar partidas junto com você. Você só precisa decidir quem serão os outros examinadores. Aqui estão os passos envolvidos:
(1) O outro examinador precisa primeiro observar sua partida usando o comando “observe”.
(2) Você, como o principal examinador, precisa digitar “mexamine usuário” para deixar que o “usuário” possa examinar a partida.
O modo de análise continua até que o usuário que começou a análise deixe de examinar.





















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Avaliação do seu Curso:
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Sobre a Construção do Curso:
  • Você escolhe o Curso que pretende Fazer/Vender.
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Sobre a Veiculação/Venda do Curso:
  • O Curso é divulgado por Sites Parceiros (Afiliados) que também ganham comissão por Indicação.
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REVISADO POR : João Andrade



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CURSO DE REDAÇAO

 Programa, o que você irá aprender


  • Coesão e Coerência
  • Texto Dissertativo
  • Articulação de Idéias
  • Construção de Parágrafos
  • Dicas Importantes
  • Temas e Orientações I
  • Temas e Orientações II


 

REVISADO POR : João Andrade



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O presente Manual de Redação tem por objetivo auxiliar as pessoas a escrever com fluência, respeitando as regras da língua portuguesa.
Coesão e Coerência
Antes de tudo é preciso saber o que é coesão e coerência, pois elas são as principais chaves de qualquer texto.
Coesão – é a ligação existente entre as idéias, feita através de conectivos apropriados, como conjunções, pronomes e artigos. O uso indevido de elementos de ligação e mesmo a má escolha vocabular podem comprometer os processos coesivos do texto.

Coerência
  – é a relação lógica entre as várias idéias que compõem um texto. O problema básico envolvido na produção da coerência é o do acerto das partes com relação ao todo textual, do ajuste seqüencial das idéias, da progressão dos argumentos, das afirmativas que são explicadas.


Texto Dissertativo
Dissertar consiste em argumentar em torno de uma idéia, baseando-se em um ponto de vista para fazer defesas ou acusações. Através de fundamentação, um texto dissertativo é construído. Nesse tipo de texto você estará expondo suas idéias sobre um determinado tema. Antes de começar a escrever, é preciso ter em mente qual é o seu principal objetivo e o que você quer provar àquele que está lendo.
A maioria dos vestibulares  cobram a dissertação. Trazem uma orientação e a partir dela você cria seu texto. Não fuja do tema proposto e organize seu texto em um rascunho. Fique sempre atento ao que está escrevendo! Coloque-se sempre no lugar do leitor e nunca deixe idéias vagas em seu texto

Articulação de Idéias
Desenvolvendo parágrafos. Uma sugestão:
Cada parágrafo, ao ser desenvolvido, deve ser organizado em torno de certas frases-básicas, que têm as suas funções originais:
Tópico Frasal: é a frase inicial, desenvolvida a partir da temática da orientação. Para se achar a temática de uma orientação, basta resumir o conteúdo principal do tema apresentado
Frase de desenvolvimento: é desenvolvida a partir das respostas à pergunta “por quê?”, feita ao tópico frasal. Geralmente, um parágrafo se desenvolve com duas ou três dessas frases.
Frase de Conclusão: fecha a idéia do parágrafo. Iniciado por expressões do tipo “é preciso”, “é necessário”; fazendo assim uma relação de análise e solução.
Exemplo: “Viver na cidade tornou-se um grande desafio. A todo momento, as pessoas são vítimas das mais variadas formas de violência. É preciso que o governo se posicione urgentemente e crie medidas que mudem essa situação.”

Construção de Parágrafos
Ao desenvolver uma dissertação, é preciso preocupar-se com a função dos parágrafos, além, é claro, da preocupação estética.
A produção não deve ultrapassar cinco parágrafos, cada um com a função abaixo: Observação: o texto abaixo é para exemplificação da técnica, por isso sua fundamentação é superficial. Ao escrever, explore de forma mais abrangente seus argumentos.
1º. parágrafo – localização de tempo e espaço, reação social e índice de variação do assunto.
Exemplo: O Brasil é um país em que nos últimos anos apresenta um aumento assustador do índice de violência policial, gerando grandes revoltas por parte da população.
2º. parágrafos – pode ser desenvolvido em dois parágrafos. Abrange o “falar a respeito”, que pode ser iniciado a partir das idéias obtidas à pergunta “por quê?”, feita ao tópico frasal.
Exemplo: Os policiais atualmente são vítimas do desinteresse político que julga a preparação integral desses profissionais como uma atividade secundária. (…)3º. parágrafo
4º. parágrafo - exemplificação. Localização de tempo e espaço, reação social e/ou nacional e o fato.
Exemplo: Há cerca de dois anos, a sociedade paulista e também nacional se chocou com o comportamento de policiais militares que usaram do poder que lhes é peculiar, para torturar pessoas inocentes com o objetivo de tirar-lhes dinheiro.
5º. parágrafo – conclusão. Evidencia seu ponto de vista direta ou indiretamente. Use expressões como “é preciso”, “é importante”, “é necessário” para iniciar seu parágrafo conclusivo.
Exemplo: É preciso que o governo assuma verdadeiramente seu papel e crie mudanças de combate à violência, sobretudo, policial. Afinal as pessoas têm direito à uma vida mais digna e tranqüila.

Dicas Importantes
1) São condições de nulidade de redação no Vestibular:
- ser ilegível;
- fugir totalmente ao tema proposto;
- não obdecer aos tipos de composição propostos (narração, dissertação,descrição);
- apresentar 20 ou mais erros de ortografia, 20 ou mais erros de pontuação;
- estar escrita a lápis;
- ser inintelegível.
2) Nunca use em seu texto frases que estavam prontas na orientação apresentada. Isso pode ser considerado plágio e sua redação corre o risco de ser anulada.
3) Gírias ou ditados populares não devem aparecer em sua dissertação (é um caso de plágio também) Caso queira usar, por exemplo: Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura; que é um ditado, construa assim: “Como diz o ditado popular: água mole, pedra dura…”
4) Procure não utilizar a primeira pessoa em sua redação, principalmente quando for determinado texto objetivo. A primeira pessoa dá um caráter muito subjetivo ao seu texto, o que de certa forma prejudica sua argumentação.

Temas e Orientações I
  • Há três opções sugeridas pela redação.
  • Cada uma contém em seu enunciado, motivação textual e comunicativa, considerada necessária para que você possa construir seu texto.
  • Você deve escolher uma delas e desenvolvê-la, segundo o tipo de texto indicado, seguindo estritamente as orientações dadas pelo enunciad
OPÇÃO A
Na reportagem especial “Eleja o artista cênico do século”, da Revista Istoé(10/02/99), são apresentados os perfis dos artistas mais votados pela crítica especializada para receberem o prêmio de brasileiro do século nas Artes Cênicas.
Nelson Rodrigues. Desafiador O dramaturgo pernambucano era um transgressor da moral e dos bons costumes. Escandalizou as platéias com personagens trágicos, incestuosos, mentirosos, adúlteros e amargurados. Deixou clássicos como Engraçadinha, Beijo no asfalto e A dama do lotação, muitos deles transformados em filmes nos anos 70 e 80. Além de dramaturgo, foi um brilhante cronista esportivo. Morreu em 1980, aos 68 anos, vítima de insuficiência cardíaca e respiratória.
Fernanda Montenegro. A carioca Arlete Pinheiro Esteves da Silva, 69 anos, filha de um funcionário da Light, é um talento luminoso. Em quase meio século, fez dezenas de novelas e quase 60 peças. No cinema, atuou em Tudo bem (1978), de Arnaldo Jabor, e Eles não usam blach-tie, de Leon Hirszman, que ganhou o Festival de Veneza, em 1981. Seu último sucesso foi Central do Brasil, que lhe valeu a indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz (o filme ganhou o Globo de Ouro de melhor fita estrangeira).
BASEANDO-SE NOS RESUMOS TRANSCRITOS ACIMA, ESCREVA UMA CARTA PARA A REVISTA, ARGUMENTANDO EM FAVOR DO ARTISTA QUE VOCÊ CONSIDERA MERECEDOR DO PRÊMIO.
OPÇÃO B
O texto a seguir foi retirado do livro Quadrante I, de Fernado Sabino (Rio de Janeiro: Editora do Autor, 5 ed. ):
“Estou numa esquina de Copacabana, são duas horas da madrugada. Espero uma condução que me leve para casa. À porta de um “Dancing”, homens conversam, mulheres entram e saem, o porteiro espia sonolento. Outros se esgueiram pela calçada, fazendo a chamada vida fácil.
De súbito a paisagem se pertuba. Corre o frêmito no ar, pânico no rosto das mulheres que fogem. Que aconteceu? De um momento para o outro, não se vê mais uma saia pelas ruas – e mesmo os homens se recolhem discretamente à sombra dos edifícios…”
CONTINUE A NARRATIVA ACIMA, RELATANDO O EVENTO QUE DESENCADEOU O PÂNICO REPENTINO.
OPÇÃO C
Imagine que você é gerente de recursos humanos de uma empresa e necessita de uma funcionária para exercer o cargo de secretária.
REDIJA UM TEXTO PARA SER COLOCADO EM JORNAL, DESCREVENDO AS TAREFAS QUE DEVERÃO SER DESEMPENHADAS E O PERFIL ESPERADO DA CANDIDATA.
Proposta I – Dissertação
Todo texto dissertativo aborda um tema, ou seja, a delimitação de um assunto. Após leitura atenta do editorial da Folha de S. Paulo e percepção das suas idéias principais, verifique qual é o seu tema e sobre ele escreva uma dissertação clara e coerente.
TEXTO
O fenômeno meteorológico batizado de “El Niño” começa a assumir, no mundo todo, o papel antes reservado às pragas bíblicas, responsáveis por todas as desgraças.
Sem negar os efeitos do fenômeno, parece um raciocínio simplista e cômodo atribuir a ele todos os males, do inverno que foi verão forte no Centro-Sul brasileiro às enchentes na Espanha, passando pelas queimadas no Sudeste Asiático. Culpar um fenômeno natural exime as autoridades e a sociedade de refletir sobre os danos à natureza provocados pelo homem, cada vez mais graves.
Típica do comodismo é a reação do governo brasileiro contra relatório do Fundo Mundial para a Natureza que aponta o Brasil como campeão mundial de desmatamento de florestas tropicais nos últimos anos.
Para o porta-voz da Presidência, os dados do governo indicam diminuição do desmatamento. O importante não é tanto se o desmatamento aumentou ou diminuiu, mas o fato de que ocorra sem que fique clara uma política de ocupação da Amazônia.
É preciso levar em conta que, segundo a ONU, o Brasil é o terceiro país do mundo em área preservada de florestas de fronteira, atrás apenas de Rússia e Canadá.
Se considerar que quase a metade das florestas mundiais já virou pasto ou campo agrícola, fica evidenciada a importância internacional de se preservar o que resta.
Mas o comodismo se estende também aos governos dos países ricos (que, aliás, já promoveram uma devastação quase total de suas florestas). O presidente dos EUA, Bill Clinton, por exemplo, nega-se a aceitar um aumento nos preços dos combustíveis fósseis, uma forma de tentar conter a emissão dos gases que geram o efeito estufa, responsável pelo crescente aquecimento da Terra.
Tudo somado, entende-se o motivo da cômoda satanização do “El Niño”: ela evita que cada um enfrente suas próprias responsabilidades.


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TAEKWONDO – Visão Geral e onde Praticar







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O que você irá aprender:

  • Fatos importantes sobre Taekwondo
  • História do Taekwondo
  • Fundamentos do Taekwondo
  • JWA WOOHYANG WOO
  • JTF e FBJ
  • Juramento o “ESPÍRITO DO HWARANG”
  • Conteúdo sobre Graduações do Estilo JTF
  • VOCABULARIO Taekwondo
  • Onde praticar Gratuitamente


JWA WOOHYANG WOO TAEKWONDO FEDERATION
INTRODUÇÃO
Existe uma diferença fundamental – para a qual geralmente não se dá a devida importância – entre a arte marcial e uma simples briga, uma diferença que não tem qualquer relação com a eficácia ou com a técnica: todas as artes marciais fazem parte originalmente de um sistema completo de aprendizagem, cujo derradeiro objetivo consiste em transformar radicalmente a própria existência do praticante.
Embora com muita freqüência se ignorem, subvalorizem-se ou se menos prezem por inteiro estas raízes, a dimensão espiritual constitui a essência das artes marciais.
Em todas as culturas, existe uma tradição marcial que em geral está de alguma forma, ligada ao desenvolvimento espiritual (os gregos incluíam a luta em seus Jogos  Olímpicos e a figura do herói vencendo um monstro, um demônio ou um rei impiedoso é um dos arquétipos principais da mitologia). Foi, todavia no Oriente onde a prática destas artes atingiu os mais elevados níveis e também sua maior evolução. Acredita-se que as artes marciais tenham começado a ser praticadas na Índia (embora seja muito pouco o que sabemos sobre esta longínqua primeira etapa) e tenham se difundido posteriormente (como o budismo) chegando a China. Ali encontraram uma terra perfeitamente propícia: a atitude pragmática do povo chinês e o taoísmo, religião mística que ressalta a importância de profusão de técnicas de combate estreitamente relacionadas com as escolas de formação espiritual. Dali, as artes marciais, tanto como no seu aspecto físico, quanto espiritual, estenderam-se a outras regiões: Mongólia, Indonésia, Java, Filipinas, Coréia, Okinawa e Japão; desta forma, misturaram-se com sistemas marciais e religiosos dos habitantes autóctones de cada região, dando lugar a outras práticas novas e originais.
Para entender corretamente o que são as artes marciais, é necessário considerar não apenas o aspecto técnico, mas também o psicológico e o metafísico. É fundamental, sobretudo entender como uma atividade física – ao que parece estreitamente ligada ao campo do esporte, como o boxe ou a luta – pode estar vinculada a temas como a transformação psico-espiritual e a natureza da realidade.


                                     HISTÓRIA DA LUTA

O Taekwondo surgiu aproximadamente há 2500 anos atrás, originário doaprimoramento de várias lutas praticadas nos reinos coreanos, como o Soo Bak, So Bak Hee, Tae Kyon, e outros.
A Coréia era dividida em três reinos: Koguryo, BaeK-Je e o menor deles, Sila. Este último sofria constantemente invasões e saques dos outros reinos. Foi então, quejovens aristocratas e militares reuniram-se e formaram uma tropa, para defenderem-se dos invasores, a qual deram o nome de Hwarang Do.

Taekwondo
Seu código de honra era:
* Obediência ao Rei;
* Respeito aos pais;
* Lealdade para com os amigos;
* Nunca recuar ante o inimigo;
* Somente matar quando não houver alternativa.
Apartir dai aprimoraram-se no uso do arco e flecha, da lança e da espada, acrescentando ainda o uso dos pés e das mãos como forma de lutar (Tae Kyon), como também a disciplina mental, tornando-os quase invencíveis.
Com a adoção da força física aliada a força mental, o reino de Sila conseguiu unificar os demais, surgindo dessa união o que conhecemos hoje por Coréia.
Por volta de 1909 a 1945 a Coréia foi dividida e ocupada pelos japoneses. Durante esse período os invasores proibiram a prática do Tae Kyon, enquanto o Karatê era difundido pela Coréia e pelo mundo inteiro, ganhando projeção e popularidade como arte marcial praticada nos países do Oriente.
Após a retirada dos japoneses, em 1945, a Coréia voltou a praticar a arte marcial de sua preferência.
Dez anos depois da Guerra de 1955, o General Choi Hong Hee conseguiu unificar as várias escolas existentes mudando o nome da arte marcial para Tae Soo Do, mas logo em seguida foi adotado o nome definitivo de Taekwondo, oficializado em 1971, na República da Coréia.
Em Junho de 1970 foram enviados ao Brasil para difundir e implantar o Taekwondo, o General Choi Hong Hee e o Grão Mestre Sang Min Cho, 8º Dan. Este último fundou a primeira academia no Brasil, a atual academia Liberdade em São Paulo. Houve várias dificuldades como: o idioma Português, a forma verbal de comunicação, e os hábitos e costumes do povo brasileiro. Entretanto as dificuldades foram superadas em tempo rápido muito antes do previsto.
Depois chegaram outros mestres:
* Woo Jae Lee – para os cariocas;
* Chang Seun Lim – para os mineiros;
* Jung Do Lim – para os baianos;
* Soon Myong Choi – para os brasilienses;
* Ju Iol Oh – para os pernambucanos;
* Te Bo Lee – para os gaúchos;
* Hong Soon Kang – para os paranaenses;
* Sung Jang Hong – para os capixabas.


FUNDAMENTOS DO TAEKWONDO
A palavra TAEKWONDO significa literalmente “Caminho dos pés e das mãos”.
O ser humano nunca se satisfaz em apenas sobreviver, deseja sempre viver bem e com saúde. É exatamente nisso que baseiam-se os fundamentos do Taekwondo, o perfeito equilíbrio do físico e da mente com o propósito de acrescentar a confiança plena na realização de qualquer tarefa, capacidade de liderança e respeito ao próximo.
Assim todo aquele que pratica o Taekwondo consegue adquirir o desenvolvimento físico do seu corpo, que o faz mais seguro de si mesmo, e a disciplina mental, que o torna muito mais equilibrado transformando-o em pessoa com auto espírito confiante, generoso, justo, humilde e líder.
O objetivo principal do Taekwondo é formar seres humanos respeitados em todos os sentidos, desenvolver a inteligência, fortalecer o espírito, garantir boa saúde física e mental, e assim tornar-se um cidadão consciente de seus deveres para com a família, seus concidadãos e seu país.
Assim cada praticante de Taekwondo vai polindo seu caráter por uma pura filosofia de respeito e preservação da vida, e não mais se curvará frente a qualquer dificuldade que surgir, por mais difícil que seja. Por ser ela uma pessoa preparada física e mentalmente, para superar qualquer obstáculo que surgir em sua vida, isto é, formar cidadãos que tenham dignidade e respeito, como também afastar o praticante deste esporte dos vícios como drogas, fumo e álcool.
Se ao treinar ou praticar o Taekwondo não tivermos objetivos bem definidos, será como ter apenas uma força sem justiça, que é a violência e a maldade.



JWA WOOHYANG WOO.
- Estilo que praticamos, significa CARA A CARA ou FRENTE A FRENTE.

JTF e FBJ.
- JWA WOOHYANG WOO TAEKWONDO FEDERATION.
- FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ARTES MARCIAIS JWA WOOHYANG WOO.
Presidente e fundador do estilo JTF.
- Mestre Clóvis Nunes Ribeiro, faixa preta 6º dan e instrutor certificado.




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Juramento o “ESPÍRITO DO HWARANG”
* Início de aula:
PRATICAREI SENHOR COM:
- RESPEITO
- LEALDADE
- HARMONIA
DISCIPLINA e
- DEDICAÇÃO
… SENHOR!
* Final de aula:
VIVEREI SENHOR COM:
- HONRA
- CORTESIA
- CORAGEM
INTEGRIDADE e
- AUTOCONTROLE
… SENHOR!
Graduações do Estilo JTF.
- 1º GUB – FAIXA BRANCA
- 2º GUB – FAIXA CINZA
- 3º GUB – FAIXA AMARELA
- 4º GUB – FAIXA LARANJA
- 5º GUB – FAIXA VERDE
- 6º GUB – FAIXA AZUL CLARA
- 7º GUB – FAIXA AZUL ESCURA
- 8º GUB – FAIXA MARROM
- 9º GUB – FAIXA VERMELHA
- 10º GUB – FAIXA VERMELHA E PRETA
- 1º AO 3º DAN – FAIXA PRETA
- 4º AO 6º DAN – FAIXA PRETA MESTRES
- 7º AO 10º DAN – FAIXA PRETA GRÃO MESTRES
- INSTRUTORES EM TREINAMENTO E CERTIFICADO


VOCABULARIO:
TCHARIOT………………………………..Sentido ou Firme
TCHUMBI ou JUMBI……………………..Preparação ou preparar
KALYO…………………………………….Separar
KI-HAP……………………………………Grito
KESOK ou GUE-SOK…………………….Continuar
TIO-GÁ…………………………………..Correr
KIAN-LHÊ, KIAN-NÊ ou KIUNHÊ………..Saudação
SHI-JAK………………………………….Começar
KUMAN ou GUMAN………………………Cessar
AN-DJA ou ANDJA………………………Sentar
ILÔ-SÔ…………………………………..Levantar
BAL-BA-KUO ou BALBA-KUO………….Trocar Perna
TIRO-TORA ou DUIRO-DORÁ………….Meio Volta
MURUB-KURO…………………………..Ajoelhar
CHI-Ô ou SHI-Ô……………………….Descansar no mesmo lugar
HE-CHIO ou RETCHIO…………………Liberado (à vontade)





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                100 ERROS LÍNGUA PORTUGUESA 


Programa, o que você irá aprender:livro
  • Cem Erros mais comuns da ligua portuguesa


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Introdução aos cem erros mais comuns:
Os cem erros mais comuns
Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior freqüência, merecem atenção redobrada.
Este manual inclui explicações mais completas a respeito de cada um deles. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.


1 – “Mal cheiro”, “mau-humorado”. Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.


2 – “Fazem” cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
3 – “Houveram” muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
4 – “Existe” muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.
5 – Para “mim” fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
6 – Entre “eu” e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
7 – “Há” dez anos “atrás”. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
8 – “Entrar dentro”. O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
9 – “Venda à prazo”. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a
caráter.
10 – “Porque” você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.


11 – Vai assistir “o” jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo dediretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aosestudantes.
12 – Preferia ir “do que” ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13 – O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14 – Não há regra sem “excessão”. O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente), “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso), “cincoenta” (cinqüenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado), “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar” (pichar), “impecilho” (empecilho), “envólucro” (invólucro).
15 – Quebrou “o” óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16 – Comprei “ele” para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17 – Nunca “lhe” vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18 – “Aluga-se” casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19 – “Tratam-se” de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20 – Chegou “em” São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.


21 – Atraso implicará “em” punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22 – Vive “às custas” do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não “em vias de”: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23 – Todos somos “cidadões”. O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24 – O ingresso é “gratuíto”. A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25 – A última “seção” de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26 – Vendeu “uma” grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
27 – “Porisso”. Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28 – Não viu “qualquer” risco. É nenhum, e não “qualquer”, que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
29 – A feira “inicia” amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
30 – Soube que os homens “feriram-se”. O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou… O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto… / Como as pessoas lhe haviam dito… / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.


31 – O peixe tem muito “espinho”. Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O “fuzil” (fusível) queimou. / Casa “germinada” (geminada), “ciclo” (círculo) vicioso, “cabeçário” (cabeçalho).




32 – Não sabiam “aonde” ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33 – “Obrigado”, disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
34 – O governo “interviu”. Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
35 – Ela era “meia” louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36 – “Fica” você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37 – A questão não tem nada “haver” com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38 – A corrida custa 5 “real”. A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39 – Vou “emprestar” dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40 – Foi “taxado” de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.






41 – Ele foi um dos que “chegou” antes. Um dos que faz a oncordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.




42 – “Cerca de 18″ pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43 – Ministro nega que “é” negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44 – Tinha “chego” atrasado. “Chego” não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45 – Tons “pastéis” predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46 – Lute pelo “meio-ambiente”. Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
47 – Queria namorar “com” o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48 – O processo deu entrada “junto ao” STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não “junto ao”) Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não “junto aos”) leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não “junto ao”) banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não “junto ao”) Procon.
49 – As pessoas “esperavam-o”. Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
50 – Vocês “fariam-lhe” um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca “imporá-se”). / Os amigos nos darão (e não “darão-nos”) um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo “formado-me”).

51 – Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.




52 – Blusa “em” seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53 – A artista “deu à luz a” gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu “a luz a” gêmeos.
54 – Estávamos “em” quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55 – Sentou “na” mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56 – Ficou contente “por causa que” ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57 – O time empatou “em” 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58 – À medida “em” que a epidemia se espalhava… O certo é: À medida que a epidemia se espalhava… Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59 – Não queria que “receiassem” a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60 – Eles “tem” razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.


61 – A moça estava ali “há” muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do
indicativo.)


62 – Não “se o” diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
63 – Acordos “políticos-partidários”. Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
64 – Fique “tranquilo”. O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.
65 – Andou por “todo” país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66 – “Todos” amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
67 – Favoreceu “ao” time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68 – Ela “mesmo” arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69 – Chamei-o e “o mesmo” não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não “dos mesmos”).
70 – Vou sair “essa” noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20)

71 – A temperatura chegou a 0 “graus”. Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.


72 – A promoção veio “de encontro aos” seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73 – Comeu frango “ao invés de” peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74 – Se eu “ver” você por aí… O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75 – Ele “intermedia” a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76 – Ninguém se “adequa”. Não existem as formas “adequa”, “adeqüe”, etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
77 – Evite que a bomba “expluda”. Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale “exploda” ou “expluda”, substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas “precavejo”, “precavês”, “precavém”, “precavenho”, “precavenha”, “precaveja”, etc.
78 – Governo “reavê” confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem “reavejo”, “reavê”, etc.
79 – Disse o que “quiz”. Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80 – O homem “possue” muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.


81 – A tese “onde”… Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que… / A faixa em que ele canta… / Na entrevista em que…
82 – Já “foi comunicado” da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém “é comunicado” de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria “comunicou” os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83 – Venha “por” a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.
84 – “Inflingiu” o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não “inflingir”) significa impor: Infligiu séria punição ao réu.


85 – A modelo “pousou” o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86 – Espero que “viagem” hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87 – O pai “sequer” foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88 – Comprou uma TV “a cores”. Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV “a” preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89 – “Causou-me” estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não “foi iniciado” esta noite as obras).
90 – A realidade das pessoas “podem” mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não “foram punidas”).



91 – O fato passou “desapercebido”. Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92 – “Haja visto” seu empenho… A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93 – A moça “que ele gosta”. Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.


94 – É hora “dele” chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado… / Depois de esses fatos terem ocorrido…
95 – Vou “consigo”. Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não “para si”).
96 – Já “é” 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não “são”) 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97 – A festa começa às 8 “hrs.”. As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não “kms.”), 5 m, 10 kg.
98 – “Dado” os índices das pesquisas… A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas… / Dado o resultado… / Dadas as suas idéias…
99 – Ficou “sobre” a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100 – “Ao meu ver”. Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.























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